sábado, 1 de dezembro de 2018

Clássicos Coadjuvantes (parte 3): FRANCÊS INTERNACIONAL

Sud Aviation SE 210 Caravelle Air France.

          O Sud Aviation SE 210 Caravelle foi lançado na França pouco tempo depois do Comet e conseguiu obter boa vantagem em relação ao concorrente britânico, em virtude dos trágicos acidentes ocorridos com os primeiros aviões a jato da De Havilland. O projeto da Sud incorporava diversas características da fuselagem do De Havilland Comet. A área do nariz e a disposição da cabina de pilotagem foram ambas retiradas do avião inglês, enquanto que o resto da aeronave foi projetada localmente. O SE 210 Caravelle foi o primeiro avião comercial a jato de curto/médio curso, produzido pela empresa francesa Sud Aviation a partir 23 de junho de 1955 (quando a mesma ainda era conhecida por SNCASE daí a sigla do modelo da aeronave ser "SE"). E, apesar de ter voado pela primeira vez 21 dias antes do Tupolev Tu-104, entrou em operação 3 anos depois do seu concorrente soviético.
           Com seu desenho inovador, historicamente, o Caravelle foi a primeira aeronave com todos os motores montados na parte traseira da fuselagem, deixando as asas completamente livres. Esta disposição foi depois seguida por vários projetos de aeronaves, entre os quais o Douglas DC-9 e o Boeing 727. Apresentava também uma configuração ímpar, com o estabilizador horizontal montado em região mediana do estabilizador vertical, e a primeira versão era impulsionada por dois motores Rolls-Royce RA-26 Mk 522, de 10.000 lb cada. 

sábado, 24 de novembro de 2018

Clássicos Coadjuvantes (parte 2): O soviético


            O Tupolev Tu-104 foi o primeiro avião comercial soviético movido a turbojato. Foi o segundo a entrar em serviço regular, atrás do britânico de Havilland Comet, e era o único jato operacional no mundo entre 1956 e 1958, quando o jato britânico foi proibido de voar devido a questões de segurança. 

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Cruzex 2018 em Natal

         O exercício reúne representantes de 14 países, porém apenas alguns enviaram aeronaves, que são estes além do Brasil, também; Canadá, Chile, Estados Unidos, França, Peru e Uruguai com suas aeronaves.

          A Força Aérea Chilena participa com cinco caças F-16 e um reabastecedor KC-135. A delegação, entre pilotos e equipes de manutenção, terá em torno de 90 militares. Essa é a quarta vez que o Chile participa da CRUZEX. 

         Os Estados Unidos participam com aproximadamente 130 militares, um reabastecedor KC-135 e seis caças F-16. A França está presente com apenas uma aeronave C-235, que fica baseada na Guiana Francesa. 

         O Peru, embora já tenha participado da CRUZEX com observadores militares, tem presente aeronaves pela primeira vez nesta edição do exercício. São quatro caças A-37B Drangonfly e quatro caças Dassault Mirage 2000. 
A-37 Dragonfly.

         O Uruguai, também trouxe para a  CRUZEX 2018 quatro caças A-37 Dragonfly. Além desses países, Alemanha, Índia, Bolívia, Portugual, Suécia, Reino Unido e Venezuela também participam da CRUZEX 2018, porém sem aeronaves.   

         O Cessna A-37 Dragonfly, ou Super Tweet, é um avião de ataque leve americano desenvolvido a partir do treinador básico T-37 Tweet nas décadas de 1960 e 1970 pelo fabricante Cessna (mais conhecido pela sua linha de aeroanves civis), de Wichita, Kansas. O A-37 foi introduzido nos anos 60, durante a Guerra do Vietnã e permaneceu em serviço em tempos de paz posteriormente em diversos países, sendo utilizado como aeronave de treinamento avançado e ataque ao solo em operações de contra-insurgência, entre outras. De um total de 16 aeronaves adquiridas dos Estados Unidos, a Força Aérea do Uruguay ainda opera 12 em boas condições.

Texto FAB / Modificado por Yamandu Wanders
Fotos Canindé Soares






























sábado, 17 de novembro de 2018

Clássicos Coadjuvantes (parte 1): PIONEIRO MARCADO

De Havilland DH-106 Comet 1 (Foto www.baesystems.com).

  Algumas aeronaves a jato marcaram época, mas não se tornaram sucessos comerciais. Porém, garantiram seu lugar na história da aviação. Atualmente, a maioria dessas aeronaves só podem serem vistas em museus, feiras de aviação ou em shows aéreos. No entanto, proliferam na internet através de entusiastas com o intuito de coletar informações sobre o paradeiro de cada avião produzido e, dessa forma, manter viva sua memória. Outros vão além e mobilizam-se para angariar fundos com intuito de restaurá-los e deixá-los prontos para voar. Nesta série de matérias iremos destacar algumas dessas aeronaves:

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Ala 10 abre as portas para a CRUZEX 2018 Unidade se prepara para receber militares de 13 países diferentes


          O Exercício CRUZEX 2018 será realizado na Ala 10, localizada em Natal (RN), no período de 18 a 30 de novembro de 2018, contando com a participação da FAB e de representantes de 13 Forças Aéreas estrangeiras. O exercício terá o formato “flight” (envolvendo voos reais), e tem o objetivo de adestramento dos Esquadrões Aéreos em voo, com a mínima utilização da estrutura e dos sistemas de comando e controle. Pretende-se, ainda, manter a atualização de táticas, técnicas e procedimentos em missões aéreas compostas para os cenários de guerra convencionais em Forças Aéreas de diferentes países que operam em conjunto.

          Outra finalidade do exercício é incluir parte do adestramento dos esquadrões em missões que permeiem o cenário de conflitos de guerra irregular, como as missões de paz da Organização das Nações Unidas (ONU), além de valorizar e estreitar as relações da FAB com as Forças Aéreas de nações amigas. Entre 5 e 9 de março, houve a conferência inicial de planejamento, a Initi al Planning Conference (IPC), com a presença de representantes de Forças Aéreas estrangeiras na Ala 10. O evento promoveu a interação entre os participantes, apresentou o planejamento inicial e cada representante das delegações estrangeiras pôde esclarecer suas demandas operacionais e de suporte.

          “A interação entre os países e as pessoas que participam desse evento se faz necessária para que possamos operar eficientemente e com segurança. Com certeza, é mais fácil entender e operar em nosso próprio país de origem, porém, a CRUZEX nos proporciona um maior conhecimento operacional de países diferentes para que, em futuras missões, possamos atuar com uma maior integração”, afirmou o Major Aviador Eric Willrich, representante da Força Aérea do Canadá. Já em agosto ocorreu a Final Planning Conference (FPC), última reunião oficial antes do exercício CRUZEX.

          Foi definido que, nesta edição, Brasil, Canadá, Chile, França, Peru, Uruguai e Estados Unidos vão participar com militares e aviões; e que Alemanha, Bolívia, Índia, Portugal, Suécia, Reino Unido e Venezuela, apenas com militares. Serão utilizadas aeronaves de caça, como os F-16 norte-americanos e chilenos, além de cargueiros e reabastecedores, como os CC-130J canadenses. Cerca de 1.700 militares participarão do exercício, sendo 600 estrangeiros. Ainda foram discutidos e definidos na FPC os procedimentos operacionais com as Forças estrangeiras visando a um exercício seguro para os militares participantes.

          Segundo o Adido de Defesa Francês, Coronel Charles Orlianges, a França deslocará um cargueiro C-235 e militares das forças especiais para atuar em ações de Guiamento Aéreo Avançado (GAA) – em inglês, conhecidas como Joint Terminal Attack Controller (JTAC) – e participar como Isolated Person (IP), ou seja, o piloto que, na simulação, é ejetado e espera ser resgatado por uma missão CSAR (Busca e Salvamento em Combate). Ele destaca a importância da participação de militares franceses experientes em JTAC por terem participado recentemente de operações reais.

“É importante aprimorar a interoperabilidade entre os países para que o nível de profissionalismo seja nivelado, pensando, especialmente, na possibilidade de algum futuro engajamento conjunto em missões de paz, como existe o debate em torno da participação do Brasil na República Centro-Africana”, avaliou. A CRUZEX contará com vários tipos de missões que serão baseadas nas seguintes ações de Força Aérea: guiamento aéreo avançado; busca e salvamento em combate, simulando um resgate atrás das linhas inimigas; ataque; apoio aéreo aproximado; defesa aérea; varredura; escolta; reconhecimento aéreo; controle e alarme em voo; reabastecimento em voo; transporte aerologístico; assalto aeroterrestre; infiltração aérea; exfiltração aérea; evacuação aeromédica; defesa anti aérea; entre outras.

          O Comandante da Ala 10 e Diretor do Exercício, Brigadeiro do Ar Luiz Guilherme Silveira de Medeiros, citou a importância da CRUZEX e de que forma o exercício irá agregar valor à FAB. “A CRUZEX é um exercício multi nacional e o que é mais importante é testarmos a Força Aérea Brasileira em determinados cenários, junto com outros países que têm mais experiência, como, por exemplo, o cenário de guerra irregular. Esse exercício vai agregar um alto valor operacional à Ala 10 devido ao seu nível internacional e que demanda um esforço de toda a Força Aérea para que seja realizado”, disse.

DIRINFRA marca presença no exercício

          A Diretoria de Infraestrutura da Aeronáutica (DIRINFRA) exercerá um papel fundamental na realização da CRUZEX 2018. Com a missão de planejar, normatizar e gerenciar atividades relacionadas ao patrimônio imobiliário, engenharia de campanha, gestão ambiental e contra incêndio, a organização está envolvida no suporte de infraestrutura do exercício. “Uma operação desse porte é uma oportunidade única de países envolvidos trocarem informações, doutrinas e também de aperfeiçoarem a forma de agir em situações reais.

          Para a DIRINFRA, é uma honra apoiar em termos logísticos e técnicos tal evento, uma vez que este exercício operacional é o de maior vulto em que a FAB parti cipa na América Lati na”, destaca o Major-Brigadeiro do Ar Sérgio de Matos Mello, Diretor de Infraestrutura da Aeronáutica. A DIRINFRA e sua Divisão de Contra incêndio são peças-chave da segurança, responsáveis pela proteção contra incêndio com viaturas especiais, militares do efetivo e integrantes do Sistema de Contra incêndio local, que trabalharão diariamente no evento.

Fonte: NOTAER (Nº11/nov2018)
Por: Ten AV Roberto Mega Junior & Ten REP Taciana de Souza Farias

domingo, 14 de outubro de 2018

Meeting de 50 anos da EVAA em Salon-de-Provence


              Os eventos aéreos na França ainda são um referencial para todos os profissionais e aficionados da aviação, e, mais uma vez a aviação francesa militar e civil se une para a realização de um meeting excepcional, nessa ocasião em especial para a  comemoração dos 50 anos da EVAA, a Equipe de Voltige de l’Armée de l’Air, que é a equipe acrobática de alto desempenho da Armée de l'Air (Força Aérea Francesa).  Realizando um belo espetáculo, que contou com a presença de inúmeras atrações apesar da falta de algumas aeronaves e times convidados, isto devido às restrições da meteorologia em outras regiões, mas no local contamos com condições de bom tempo que permitiram um céu "cavok" sobre o aeródromo, mais uma vez a Arméé de l'Air e seus parceiros civis ofereceram um evento de qualidade, à altura do glamour que a aviação européia é conhecida.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

(MCDONNELL)DOUGLAS A-4 SKYHAWK

Protótipo XA4D-1.

          Projetado por Ed Heinemann (Douglas Aircraft), em resposta a uma chamada da Marinha dos EUA para um avião de ataque a reação como substituto do Douglas A-1 Skyraider, com um design que minimizasse seu tamanho, peso e complexidade. O resultado foi uma aeronave que pesava apenas metade da especificação de peso da Marinha. Tinha uma asa tão compacta que não precisava ser dobrada para o transporte embarcado em convoos (porta-aviões). Os primeiros 500 exemplos de produção custavam em média US$ 860.000 cada, menos do que o máximo de um milhão de dólares proposto pela Marinha. O pequeno Skyhawk logo recebeu os apelidos de "Scooter", "Kiddiecar", "Bantam Bomber", "Tinker Toy Bomber" e, por conta de sua velocidade e desempenho ágil, "Heinemann's Hot-Rod". O protótipo XA4D-1 estabeleceu um recorde mundial de velocidade de 695,163mph em 15 de outubro de 1955. 

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Patrouille de France, dos primórdios aos 65 anos



         Em 1931 a primeira demonstração de uma esquadrilha de acrobacia é feita na França, por um grupo de instrutores da então l'École de Perfeictionnement de Pilotage d'Étampes, com os pilotos o Capitão Amoroux e os Ajoudants Chéfs Carlier e Dumas, utilizando para suas demonstrações aeronaves Morane Saulnier MS-230 e suas performances foram tão bem sucedidas que estes foram designados para participar de exibições nacionais e internacionais que já eram bem comuns na época. Mas paralelamente na cidade de Dijon, outra esquadrilha inciava suas atividades com até 18 aviões Morane Saulnier 225 e Spad 510, nascia lá em 1934 a “Patrouille Weiser”, que tinha como diferencial a apresentação de suas performances aéreas tendo as asas das suas aeronaves conectadas com cordas, para demonstrar sua ousadia e confiança de manobras bem feitas, o que garantiu grande notoriedade e fama aos mesmos.

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

MiG Pilot: A fuga final de Belenko


          Em 06 de setembro de 1976, o Ten.Av. Viktor Belenko desertou da URSS pilotando um MiG 25 Foxbat “zerado”de tão novo. Belenko não foi o único piloto a ter desertado da URSS desta maneira, nem foi ele o primeiro a desertar em um país do Bloco Soviético, porém esta foi a primeira vez que especialistas ocidentais foram capazes de examinar de perto o “tal” avião, que intrigava os EUA na época, o que revelou muitos segredos e surpresas. Belenko também entregou o manual do MiG-25 "Foxbat", esperando ser de ajuda e assistência a pilotos americanos na avaliação e testes da aeronave. Sua deserção causou danos significativos para a Força Aérea Soviética. 

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Novo avião comercial russo efetua 1ª aterrissagem noturna (VÍDEO)


          O MC-21-300 da fabricante russa Irkut é projetado para transportar de 163 a 211 passageiros de acordo com os arranjos de assentos, igualando-se aos A320 e ao Boeing 737-800, além dos novos A320neo e 737 MAX8. O avião russo ainda tem um alcance de voo de aproximadamente 6.000 km, mas algo que pode destacá-lo perante seus concorrentes é o fato de que aproximadamente 30% da aeronave é construída com materiais compostos, mais leves e resistentes do que ligas metálicas.