domingo, 18 de março de 2012

Força Aérea do Canadá adia novamente processo para escolha de substituto dos aviões Buffalo

O plano do atual governo canadense para comprar novas aeronaves de asa fixa de busca e resgate (SAR) foi adiado novamente. Apesar de anos de estudo e preparação, O Ministério de Defesa Nacional do país adiou até o segundo trimestre de 2013 a emissão de requisição de propostas para substituir as aeronaves C-115 Buffalos de quase 50 anos e os aviões de transporte C-130 Hercules, muitos dos quais estão em sua terceira década de serviço.


O setor de aquisição militar notificou as empresas interessadas na licitação que serão realizadas “consultas” ao longo dos próximos 12 meses, e haverão encontros para delinear as expectativas.

O programa de US$ 3,1 bilhões foi adiado há quase uma década.

O ministro da Defesa, Peter MacKay e o vice-ministro da Defesa, Julian Fantino têm dito, em diferentes épocas, que a substituição das aeronaves de busca e salvamento são uma prioridade, e uma requisição de propostas está sendo aguardada há meses.

O governo liberal de Paul Martin, foi primeiro a propôr a compra dos novos aviões, porque os existentes aviões chegam ao final de suas vidas úteis entre 2015 e 2017.

Uma avaliação interna da força aérea em 2010 destacou as terríveis consequências dos sucessivos atrasos, avisando que a capacidade de busca e salvamento poderia estar em perigo se um contrato não fosse imediatamente feito.

“Embora os esforços para adquirir uma nova plataforma continuem, teremos que considerar nossas alternativas durante o ano fiscal 10/11, a fim de tomar as medidas necessárias para sustentar as missões de busca e salvamento para além de 2015″, disse uma avaliação estratégica .

O relatório observou que a frota Buffalo “está enfrentando problemas significativos na obtenção de peças de reposição e o sistema atual de usinagem destas peças é caro e demorado.”

A Defesa Nacional, como todos os departamentos federais, está enfrentando cortes de orçamento. Estimativas preliminares prevêem uma redução de US$ 569 milhões em aquisições de capital, mas detalhes ainda não foram anunciados.

O projeto foi inicialmente adiada por acusações da indústria de defesa que a força aérea havia fraudado as especificações para favorecer a aeronave turboélice italiana C-27J Spartan.

Governo quer ampliar os requisitos

MacKay ordenou que o Conselho Nacional de Pesquisa examinasse como a proposta foi estruturada e voltou em março de 2010 com um relatório que disse que o Departamento de Defesa necessitaria ampliar as suas exigências.

Um oficial sênior de defesa, que pediu para não ser identificado, disse que as especificações estão agora amplas. As empresas serão convidadas a apresentar propostas que demonstrem que suas aeronaves serão capazes de cobrir as missões de busca e resgate nos três setores geográficos do país; levar equipes e equipamentos de busca e salvamento; possuir uma rampa traseira de carga; e ser capaz de realizar operações dentro de um período de 15 horas por dia com a tripulação.

As especificações exigiriam que a fabricante vencedora fornecesse uma única aeronave que teria que ficar no modo de espera em cada setor, 24 horas por dia, sete dias por semana. Os parâmetros são tão amplas que até mesmo o local onde as aeronaves serão baseadas está sendo pedido para que as empresas deem sugestões.

No total, os requisitos levaram a especulações de que o governo federal esteja preparado para compra de um sistema de busca e salvamento, possivelmente como um contrato alternativo com uma empresa que preste serviço de SAR.

Outros países, especialmente a Austrália, se voltaram para essa forma.

A Real Força Aérea Australiana deu um passo para trás nos direitos de busca e salvamento que permitam que a autoridade alfandegária do país possa realizar o papel com as aeronaves que possuem e são mantidas por uma empresa privada.

Várias empresas interessadas na licitação

Várias fabricantes de aeronaves estão interessadas na licitação, incluindo a fabricante do caça F-35, a Lockheed Martin, que pretende oferecer mais aeronaves de transporte C-130J Hercules.

A empresa argumenta que desde que a força aérea terminou de comprar 17 desses aviões, isso poderá gerar uma economia de custos por ter o treinamento e peças de reposição numa mesma aeronave.

A fabricante Boeing aparentemente demonstrou interesse com a sua aeronave V-22 Osprey.

A Alenia, fabricante do Spartan C-27J, também estaria no páreo.

Recentemente, a Força Aérea dos EUA anunciou que vai retirar de operação sua frota de aviões C-27J Spartan, como medida de redução de custos. As autoridades canadenses expressaram interesse, segundo fontes da defesa, mas o presidente da companhia alertou o Pentágono que, se a frota for vendido para outro país, que se recusaria a atendê-los.

As empresas canadenses Viking Air e a Bombardier disseram estar disputando uma posição.

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