sexta-feira, 16 de março de 2012

Hackers chineses podem ter roubado dados sobre F-35

  Um oficial dos Estados Unidos que não quis se identificar afirmou que os computadores da fabricante britânica BAE Systems foram invadidos por hackers chineses que roubaram dados do programa F-35, destinado à fabricação das aeronaves stealh multifuncionais em uso pela US Navy (Marinha dos Estados Unidos).

O incidente teria sido descoberto há três anos e alguns elementos do programa JSF (Joint Strike Fighter) foram comprometidos, mas dados de apenas alguns aspectos do avião foram acessados. A fabricante britânica ainda não se pronunciou sobre o possível roubo de informações.

Mesmo que o incidente tenha de fato ocorrido, a companhia britânica aparentemente ainda goza de prestígio dentro do programa. No final do mês passado a BAE Systems anunciou que fornecerá um software para o sistema de informações autonômicas logísticas do F-35 para a Lockheed Martin, em um contrato de 5,7 milhões de libras (U$$ 8,9 milhões ou R$ 16,1 milhões).

O programa computacional, chamado trilogiView, gera, distribui e permite visualização de publicações técnicas interativas essenciais para a operação e manutenção da aeronave.

Atualmente, além da BAE Systems e da Lockheed Martin, a Northrop Grumman (EUA) também fabrica os F-35. O programa de desenvolvimento do caça supersônico foi iniciado nos Estados Unidos, com a Lockheed Martin, e hoje tem participação de Austrália, Canadá, Dinamarca, Holanda, Itália, Noruega, Reino Unido e Turquia.

Os países parceiros são classificados pelo governo dos EUA em níveis de 1 a 3, representativos do empenho financeiro, qualidade e quantidade de transferência tecnológica e a participação de companhias sediadas em suas fronteiras que participam do projeto. O Reino Unido, onde fica sediada a BAE Systems, é o único parceiro de nível 1, o mais alto (Itália e Holanda são nível 2 e os demais, nível 3).

Fonte: Creditorial, via Plano Brasil

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