quinta-feira, 19 de abril de 2012

custos do F-35 pode forçar a Noruega a reconsiderar o programa


Se houver mais aumentos significativos nos custos do Lockheed-Martin F-35 Joint Strike Fighter (JSF), a Noruega irá reconsiderar a sua participação no programa.

“Se realmente acontecer algo que influencie os custos do programa nos próximos meses, ou nos próximos anos, todas as nações incluindo a Noruega irão, claro, reconsiderar todo o programa,” afirmou o secretário de estado da defesa Norueguês, Roger Ingebrigtsen. “Não tenho motivos para acreditar que isso vá acontecer. Estava mais reticente há dois anos atras do que estou hoje.”

Mas se algo de errado entretanto acontecer, a Noruega será forçada a repensar a sua participação, afirma. Mas a Noruega precisa do F-35.

“O melhor que podemos arranjar é o F-35,” afirma Ingebrigtsen. É essa a razão pela qual um país como o Japão, entrou no programa comparativamente tarde, selecionaram um caça stealth de quinta geração para o seu arsenal, afirma. Mas o apoio dos Estados Unidos é fundamental.

“Espero que os políticos nos Estados Unidos continuem confiantes no programa F-35,” afirma.

A Noruega pretende adquirir 52 caças F-35. Mesmo com o aumento da riqueza devido à produção de petróleo, este país nórdico não tem capacidade financeira para pagar todas as aeronaves de uma só vez. Portanto terá que parcelar a sua compra.

“É sem duvida muito dinheiro,” afirma Ingebrigtsen. “Portanto teremos que prolongar o seu pagamento.”

Segundo Ingebrigtsen, para a Noruega, o F-35 é o maior contrato militar até hoje realizado, seguido pelo seu antecessor, também da Lockheed, o F-16, que foi adquirido em 1977.

Manter o programa F-35 norueguês dentro do prazo previsto é extremamente importante para o país porque os F-16 atingirão o fim da sua vida útil entre 2020-2022. A Noruega iniciará a primeira aquisição para quatro aeronaves em 2015, que serão utilizadas para instrução. Mais seis serão compradas em 2017. Os últimos jatos serão comprados entre 2022 e 2023, mas poderão ser adiados para 2024 se necessário.

Mas a Noruega deseja que a integração do míssil Kongsberg Joint Strike Missile no F-35 seja efetuada conjuntamente com os Estados Unidos, e segundo Ingebrigtsen, quer que essa integração seja inserida no programa do F-35. Este míssil pode ser bastante útil para os Estados Unidos para ataques contra navios e alvos terrestres. Após uma série de reuniões com representantes americanos, Ingebrigtsen mantem-se confiante no apoio americano relativo a esta questão.

Outro problema que afeta a aquisição norueguesa do F-35 é a instalação do paraquedas para frear a aeronave em pistas com gelo no norte do país. O F-35 norueguês precisa desse sistema na sua frota e se o problema não for solucionado até 2015, poderá atrasar a aquisição norueguesa.

“A Lockheed Martin tem que resolver isto,” afirma. “Precisamos dos paraquedas nos primeiros caças que comprarmos.”

Entretanto continuam as negociações para a substituição do C-130J Hercules acidentado no inicio do ano. As causas do acidente ainda não foram identificadas, e a investigação não pode ser finalizada até o verão quando o tempo estiver mais quente.

Fonte: Flightglobal

Nenhum comentário:

Postar um comentário