sábado, 28 de abril de 2012

Embraer divulga resultados do primeiro trimestre e andamento dos programas de defesa


A Embraer divulgou nessa sexta-feira os seus resultados operacionais do primeiro trimestre de 2012, no qual a terceira maior fabricante mundial de aviões comerciais fechou com lucro líquido de R$ 111,2 milhões, uma queda de 36,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Nesse período a Embraer entregou 34 aeronaves, sendo 21 para o segmento comercial e 13 para aviação executiva. No fim de março, a carteira de pedidos somava US$ 14,7 bilhões de dólares. Na área de Defesa e Segurança, que cresceu de 16% para 20,1%, a Embraer divulgou informações sobre o andamento dos programas, inclusive detalhes do programa LAS da USAF, no qual concorre com a Sierra Nevada e a aeronave Super Tucano.

O mercado de Defesa e Segurança continua a apresentar um cenário favorável para o crescimento, com uma série de campanhas em curso para várias aplicações, incluindo o transporte de autoridades, treinamento e ataque leve, sistemas de inteligência, vigilância e reconhecimento, modernização de aeronaves, transporte militar, sistemas de comando e controle, e serviços. A Embraer também exerce uma grande participação em projetos no Brasil, tais como o sistema integrado para monitoramento de fronteiras (SISFRON) e segurança para os próximos eventos desportivos importantes.

No processo de modernização dos programas existentes, duas aeronaves protótipos utilizadas para os ensaios em voos e oito aeronaves de série AMX já se encontram em nossas instalações para iniciarem os trabalhos de revitalização e modernização das mesmas, e o primeiro voo está previsto para acontecer ainda neste semestre.

O programa de modernização dos caças AF-1 (A-4 Skyhawk) da Marinha do Brasil está sendo executado dentro do cronograma e concluiu neste primeiro trimestre a implementação do acionamento do RIG de aviônicos. Este programa engloba a atualização de 12 aeronaves.

O programa AEW Índia está avançando conforme contratado. No primeiro trimestre, a segunda aeronave encomendada pelo governo indiano realizou o seu voo inaugural. As primeiras duas das três aeronaves encomendadas pelo Governo da Índia estão programados a serem entregues no segundo semestre deste ano.

Em Março a Embraer Defesa e Segurança divulgou a assinatura de contratos com três nações africanas para a aquisição do A-29 Super Tucano, aeronaves de ataque leve e turboélice de treinamento avançado. A força aérea de Burkina Faso, o primeiro operador deste modelo na África, já recebeu três aeronaves que são usados em missões de patrulha na fronteira. A força aérea de Angola adquiriu seis desta aeronave para a mesma missão, e as três primeiras serão entregues em 2012. Além disso, a força aérea da Mauritânia escolheu o A-29 Super Tucano para efetuar missões de contra-insurgência. O valor total dos contratos – incluindo um pacote de logística, treinamento e peças de reposição – totalizou mais de USD 180 milhões. Com estas ordens, nove forças aéreas selecionaram o A-29 Super Tucano, localizadas na América Latina, África e sudeste da Ásia, sendo que e a aeronave já se encontra em operação em seis deles.

Referente ao contrato com a Força Aérea Americana (USAF) programa de suporte leve (LAS program), o processo de compra se encontra da seguinte forma:

Em 30 de Dezembro de 2011, a Embraer Defesa e Segurança e seu parceiro Sierra Nevada Corporation (SNC), a principal contratada, receberam a decisão favorável ao Super Tucano;
Em fevereiro de 2012 USAF cancelou o processo de compra devido a problemas de documentação interna;
Um novo processo de compra é esperado para ser emitido pela USAF no segundo trimestre de 2012;
Esperamos o anúncio de uma nova decisão para 2013.
O programa KC-390 se encontra em andamento e conforme o planejado. Todos os principais fornecedores do programa já foram selecionados e já se encontram em atividade conjunta com a Embraer Defesa e Segurança.

Em Janeiro a Embraer Defesa e Segurança aumentou a sua participação na OGMA, empresa localizada em Portugal. No contrato assinado, adquirimos os 30% das ações que eram da European Aeronautic Defense and Space Company (EADS) onde o capital era representado pela AIRHOLDING, SGPS, S.A. Este investimento adicional em Portugal tem como o principal objetivo de reforçar a parceria estratégica entre o Brasil e a União Europeia. A transferência final deve ocorrer após a aprovação dos órgãos reguladores portugueses competentes.

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