sexta-feira, 4 de maio de 2012

Entrega do último F-22A, a modernização do Raptor está apenas começando


A Lockheed Martin entregou nessa quarta-feira o Raptor 195 e último F-22 à Força Aérea dos EUA, em uma cerimônia na unidade da Lockheed Martin Aeronautics, em Marietta, Georgia. Com esta entrega, a Força Aérea dos EUA ainda possui a única frota de caças de 5ª geração stealth do mundo.

A produção dos caças Raptor terminou na Lockheed, embora tenham sido mantidos todos ferramentais para uma possível retomada da produção caso seja necessário, ou até mesmo para repor eventuais perdas. Mas o trabalho nos F-22 continua, já que está em andamento tarefas de modernização dos caças furtivos. Um relatório recentemente divulgado pelo Government Accountability Organization (GAO), a modernização da frota operacional de Raptors poderá custar US$ 9,7 bilhões, ou mais de US$ 50 milhões por aeronave, num trabalho que deve ser realizado pelos próximos 20 anos. Isso é quase o custo de um novo Super Hornet ou cerca de 40 por cento de um novo F-35, apenas para as modernizações. De acordo com GAO, o custo elevado de modernização está atribuído ao fato do Raptor não ter sido preparado para melhorias, mas concebido para proporcionar a mais ampla capacidade no seu projeto básico. Como tal, o desenvolvimento é caro e cada atualização deve ser concebida a partir do básico, ao invés de empregar uma infraestrutura pré-planejada de um produto com planejada preparação para futuras atualizações.

Parte das atualizações atuais incluem a conversão do caça de domínio aéreo num caça de ataque multi-função, fornecendo os equipamentos, sensores e software para apoiar a realização, orientação e lançamento de armas guiadas de precisão através dos compartimentos de armas internos ou em pontos fixos externos.

Dentre as melhorias atuais do F-22 fazem parte o plano de modernização conhecido como Incremento 3.1, que permite que os pilotos possam mapear o solo usando o radar antes de lançar suas munições (o Raptor não tem um sistema de designação integrada EO/IR como no F35). Anteriormente, os Raptors tinham que contar com sensores externos e dados para localizar alvos e fornecer coordenadas antes de lançar suas armas, e os links de dados das outras aeronaves que fornecem tais informações são muitas vezes lentos, complexos e menos integrados, em comparação com os sistemas de comunicação do tipo ‘Stealth’ Raptor-Raptor. O Incremento 3.1, até agora, só foi realizado em missões de teste. Desde abril de 2012, as atualizações do Incremento 3.1 foram integradas como parte dos Raptors da 3ª Ala baseada no Alasca.

Outras melhorias devem incluir novos links de dados, permitindo que os Raptors (e F35s) possam melhor interoperar em grupos mistos, bem como com aeronaves não stealth. O conceito operacional anterior favorecido pela Força Aérea era de usar caças de 5ª geração independentes de outros elementos de apoio, portanto, eles poderiam usar links de dados proprietários e exclusivos. No entanto, com o número de Raptors operacionais limitados aos atuais 178, e os F35s lentamente sendo entregues, a Força Aérea dos EUA está desenvolvendo novos procedimentos operacionais onde os Raptors e os caças F-15/F16s são combinados, apoiando-se mutuamente na luta contra combatentes inimigos, tanto ativos na superfície como ativos aéreos e outros alvos de alta prioridade. Para permitir que essas operações combinadas, o Raptor terá de ser equipado com sistemas de comando e controle e sistemas de comunicações que podem compartilhar, transferir e coprocessar as informações, os dados de designação e o quadro situacional em diferentes tipos de tecnologias.

O Raptor F-22 é o único caça de 5ª geração que está operacional, tornando-se um ativo nacional de segurança inigualável. O Raptor é projetado para derrotar ameaças de acesso negado, e permite operações combinadas e de coalizão em áreas contestadas, e globalmente promovem a dissuasão e segurança.

Fonte: Defense-Update

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