quinta-feira, 3 de maio de 2012

EUA procuram tranquilizar a Itália sobre o custo do caça F-35



O Chefe do Pentágono, Leon Panetta, procurou tranquilizar o ministro de defesa italiano sobre o problemático programa do caça F-35 durante conversações nessa segunda-feira, comprometendo-se a manter os baixos custos do avião de guerra furtivo ao radar, disseram as autoridades.

Durante a reunião, o ministro da Defesa italiano Giampaolo Di Paola, no encontro com Panetta, em Washington, falaram sobre o crescente preço do avião”, mas ambos os líderes expressaram um compromisso com o programa”, disse um funcionário dos EUA.

“O secretário indicou que é uma prioridade do Departamento (de Defesa) garantir que os custos sejam mantidos alinhados”, disse o funcionário, que falou sob condição de anonimato.

A Itália recentemente reduziu sua compra planejada do F-35 Joint Strike Fighter de 131 para 90, como parte de maiores cortes nos gastos militares.

O movimento destacou a preocupação entre os países que apóiam o projeto F-35 enquanto repetidos problemas técnicos provocam atrasos na produção, de forma constante, e um umento do custo de cada jato.

Em suas conversas com Di Paola, Panetta “reiterou o compromisso dos Estados Unidos para o desenvolvimento do Joint Strike Fighter e os avanços tecnológicos que ambas as nações receberão como resultado de colocar em operação este caça de 5ª geração”, disse o secretário de imprensa do Pentágono George Little, num comunicado.

Panetta também se referiu ao progresso no desenvolvimento da versão de decolagem curta e pouso vertical (STOVL) da aeronave, o F-35B, uma das três variantes do avião que havia sido colocado “em fase comprobatória”, devido a contratempos técnicos.

A versão de decolagem curta “recentemente passou pela fase condicional imposta pelo Pentágono depois de atingir importantes etapas nos testes”, disse Little.

A Itália espera comprar o F-35B, para substituir sua frota mais antiga de jatos Harrier, e para usar o JSF num novo porta-aviões.

O Joint Strike Fighter deverá formar a espinha dorsal da futuro frota aérea norte americana e de outros 11 países aliados que se juntaram ao programa.

O Pentágono e a fabricante do avião, a gigante aeroespacial Lockheed Martin, têm lutado para manter os custos sob controle, com cada aeronave praticamente custando o dobro do preço que havia sido informado há 10 anos atrás. O preço de cada avião é de aproximadamente US$ 113 milhões pelo ano fiscal de 2011 e custo total do programa saltou para quase US$ 400 bilhões.

Os dois chefes de defesa também discutiram o próximo encontro da OTAN em Chicago, nos dias 20 e 21 de maio, a primavera árabe e a tarefa de Roma na missão da OTAN no Afeganistão, disse Little.

Fonte: AFP

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