quarta-feira, 23 de maio de 2012

Northrop vence contrato de US$1,7 bilhão com a OTAN para 5 Global Hawks de vigilância


A Northrop Grumman informou neste domingo que havia assinado um contrato de US$ 1,7 bilhão com a OTAN para um novo sistema de inteligência e vigilância que inclui cinco aviões não tripulados de alta altitude Global Hawk e estações terrestres transportáveis.

O presidente-executivo da Northrop Wes Bush assinou o contrato em Chicago no domingo, durante uma cúpula da OTAN, junto com funcionários de empresas europeias que participam do acordo e 28 ministros de defesa dos países da OTAN.

O contrato lança o sistema da OTAN de Vigilância Terrestre da Aliança (AGS), que deverá apoiar uma ampla gama de missões, incluindo a proteção das forças terrestres e de fronteiras, e a segurança marítima, combate ao terrorismo, manutenção da paz, assistência humanitária e socorro em desastres naturais.

O acordo da OTAN surge no momento que a Northrop está lutando para reverter os planos da Força Aérea dos EUA de cancelar uma versão diferente do avião Global Hawk, o Block 30, e colocar 18 aviões já adquiridos no estoque. A Marinha dos EUA está se mantendo fiel aos seus planos de comprar uma versão marítima do avião.

Bush disse que o pedido da OTAN era um “passo importante” para os esforços da Northrop de comercializar os aviões não tripulados para governos estrangeiros, e demonstrou o poder de partilha de recursos enquanto os orçamentos de defesa tornam-se mais restritos.

“Este é um grande exemplo de como somos capazes de fazer coisas juntos, que não seria possível de ser pago de outra forma”, disse Bush numa entrevista por telefone.

Otfried Wohlleben, gerente do programa NATO Alliance Ground Surveillance Management Agency (NAGSMA), disse que o acordo era uma aquisição de grande prioridade para a aliança, e que o contrato traria capacidades de liderança de ponta a todos os países membros da OTAN.

“O serviço em tempo real de longa resistência de inteligência, vigilância e reconhecimento que este equipamento fornecerá será de valor inestimável para as forças da OTAN em todo o mundo e o sucesso de suas missões”, disse Wohlleben num comunicado.

Aviões vão levar sofisticado radar

O contrato inclui a compra e operação inicial e de manutenção dos cinco aviões Global Hawk Block 40, equipados com um radar avançado de vigilância terrestre, o Multi-Platform Radar Technology Insertion (MP-RTIP), que pode rastrear alvos móveis no solo.

Os planos iniciais eram da OTAN adquirir três aviões Global Hawk, mas as discussões em curso levaram a uma decisão de ter cinco aviões, proporcionando a capacidade ideal, disse Bush.

Nos termos do contrato, as empresas europeias serão responsáveis pelo desenvolvimento e entrega de estações terrestres transportáveis que podem ser usadas pelos comandantes das forças destacadas, estações terrestres móveis de apoio próximo às operações móveis, e estações de trabalho remoto para comandos de alto escalão.

Bush, se recusou a dar um detalhe sobre o tamanho da participação europeia, mas disse que era considerável.

Treze países – Bulgária, República Checa, Estônia, Alemanha, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Noruega, Romênia, Eslováquia, Eslovênia e Estados Unidos – vão pagar pelo novo sistema, mas todos os 28 países da Aliança devem participar no seu apoio a longo prazo.

A Northrop, a contratante principal para o programa, irá construir os aviões Global Hawk, sistemas de apoio e cargas, incluindo o radar MP-RTIP, que também pode fornecer imagens de radar dos locais de destino e objetos estacionários.

As empresas nos 13 países que financiam o programa serão responsáveis pela construção das estações terrestres que serão operadas com os aviões não tripulados. Elas incluem Cassidian, Selex Galileo e Kongsberg, ComTrade, e Bianor. O elemento terrestre fornece dados em tempo real, de informação e identificação de alvos para os comandantes, dentro e fora da linha de visão.

O AGS da OTAN terá sua base principal de operação em Sigonella, Itália, co-localizado com os Global Hawk de vigilância da Força Aérea e Marinha dos EUA, ajudando a reduzir a logística e os custos de manutenção.

Fonte: Reuters

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