quarta-feira, 9 de maio de 2012

‘Super Tucano’ mostra eficiência no monitoramento da fronteira



A utilização do A-29, ou Super Tucano, na “Operação Ágata 4”, gerou polêmica entre os internautas que acessam o acrítica.com. Alguns questionaram se a aeronave é realmente a melhor opção para o monitoramente aéreo de uma faixa tão extensa de fronteira. Outros garantiram que o avião, de fabricação brasileira e que foi adotado pela Força Aérea Brasileira (FAB) em 2005, é o ideal para este tipo de operação, já que possui hélices, estando, portanto, fora da classificação de supersônicos, e possibilitando o ataque a aviões com potência equivalente que porventura se arrisquem a cometer delitos no espaço aéreo brasileiro.

De acordo com a assessoria de comunicação da Operação Ágata, o Super Tucano é um avião utilizado como caça, mas de baixa performance. Trata-se de aeronave “encomendada” pela própria FAB à Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer), tendo em vista que os aviões que entram na Amazônia com contrabando são também de baixa performance, os conhecidos “teco-tecos”.

Para interceptá-los com um caça, que tem uma velocidade incompatível com os aviões de hélice, os obstáculos seriam maiores, já que tiraria a qualidade do voo numa eventual perseguição. Além disso, conforme a assessoria, o Super Tucano agrega a habilidade de um caça com a velocidade compatível a de um avião de baixa performance, o que cria uma situação favorável à FAB. E por conta da sua praticidade, viabiliza o pouso em pistas curtas, o que na Amazônia faz diferença, já que muitas pistas não possuem a estrutura adequada para receber um caça.

Mira

Outra qualidade da aeronave é a precisão da mira nos ataques em terra, a exemplo dos bombardeios de pistas clandestinas. Isso graças a sua tecnologia embarcada. Na Operação Ágata 4, especificamente, a aeronave está sendo utilizada para interceptar eventuais voos clandestinos e destruir pistas clandestinas.

O Super Tucano já chegou a ser cogitado para uso em guerra, mas, por motivos ainda não esclarecidos, uma licitação vencida pela Embraer nos Estados Unidos para o fornecimento de 600 (?) unidades do modelo foi cancelada.

Hoje, há esquadrões posicionados ao longo da fronteira, sediados em Boa Vista (RR), Campo Grande (MS) e Porto Velho (RO). O ex-piloto de A-29, tenente Carlos Eduardo Azevedo Alvares, explicou que a aeronave se enquadra em situações como a de combate à guerrilha. Para ele, cada aeronave é projetada com um objetivo, e o do Super Tucano é combater aviões de baixa performance.

“Ela é uma aeronave de excelência para o que ela foi projetada e, na falta de uma pista pavimentada, tem grande mobilidade”. De acordo com o tenente, o A-29 é preciso no ataque em solo e pode alcançar uma velocidade de 490 quilômetros por hora. “É uma aeronave que presta um suporte às tropas em terra”.

Fonte: A Crítica, via Plano Brasil

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