terça-feira, 5 de junho de 2012

F-X2: Gripen International acredita que decisão brasileira está próxima


Depois de anos de atraso, a Gripen International acredita que o Brasil está quase pronto para tomar uma decisão na sua competição de caça, no qual o caça monomotor Gripen da empresa está na concorrência contra o Boeing F/A-18E/F Super Hornet e o Dassault Rafale.

“Estamos com a sensação de que é o fim do jogo”, observa Eddy de La Motte, vice-presidente de marketing da Gripen International, a joint venture da Saab e da BAE Systems que oferece ao mercado o caça sueco para clientes de exportação.

A Saab poderia entregar o primeiro caça Gripen E/F (também chamado de NG) quatro anos após a assinatura do contrato, mas ainda não está claro se o Brasil vai partir para um cronograma sozinho ou se vai se juntar ao combinado Suíça/Suécia no cronograma de desenvolvimento do Gripen E/F, que vai ver o primeiro caça ser entregue em 2018.

O primeiro protótipo do Gripen E/F deve voar no próximo ano, se os governos da Suíça e da Suécia concordarem com o programa de desenvolvimento futuro. O esforço provavelmente exigiria também algum financiamento da Saab.

Enquanto isso, o radar AESA Raven ES-05 da Selex Galileo deve voar no demonstrador Gripen NG em breve, durante o qual os monitores e sensores do cockpit serão ajustados para o novo radar.

O governo sueco tem uma oferta na mesa para os potenciais compradores de exportação caso queiram acelerar a sua compra do Gripen E/F e receber antes do prazo, mas a Suécia não quer ser o primeiro comprador. Essa oferta continua sobre a mesa, diz de La Motte.

Uma vitória no Brasil poderia abrir a porta para outros acordos do caça na América do Sul, acrescenta Frederik Gustafson, diretor regional para as exportações do Gripen nas Américas. “Há uma enorme necessidade de novos caças na região e as economias estão crescendo”, disse ele a repórteres nos bastidores do Aerospace Forum Sweden 2012. Há mais de um punhado de países que estão olhando para comprar nos próximos cinco anos, acrescenta.

Mas isso não é a única região onde o fabricante está trabalhando para cumprir a sua meta de vender 300 caças durante a próxima década. Na Tailândia, onde já vendeu 12 Gripens (seis foram entregues e seis seguirão no próximo ano), espera por ofertas adicionais. Malásia, Filipinas, Indonésia e Vietnã, “em um par de anos”, podem ser oportunidades, diz de La Motte.

Os esforços também continuar ao ampliar o negócio do aluguel dos caça com a República Checa e para assegurar as encomendas em lugares como a Bulgária, Romênia, Croácia e Eslováquia. A Gripen também ainda espera convencer a Dinamarca e a Holanda a desertar do programa de caças F-35A Joint Strike ao qual eles estão comprometidos.

Fonte: Aviation Week

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