sábado, 11 de agosto de 2012

Indonésia desiste de mais caças Sukhoi e aposta em F-16 usados e no K-FX


A Indonésia descartou a possibilidade de compra de mais caças Sukhoi da Rússia, e espera reforçar a sua frota com modernizados caças F-16 ex-Força Aérea dos EUA e, a longo prazo desenvolver uma aeronave em conjunto com a Coreia do Sul através do programa K-FX.

A Força Aérea da Indonésia tem 10 caças Su-30 e Su-27, com seis caças adicionais previsto para entrega, o suficiente para formar um esquadrão.

Mas as restrições orçamentárias transformaram a prioridade de Jacarta nas suas frotas de aviões de carga e de transporte, que têm sido assoladas por acidentes fatais nos últimos anos.

“O dinheiro está sendo disponibilizado para acelerar a renovação de parte da frota já existente de 15 aviões Lockheed Martin C-130, para comprar quatro C-130Hs da Austrália e atualizá-los, e comprar mais aviões de transporte CN-295 da Indonesia Aerospace”, disse o Air Marshal Eris Herryanto, secretário-geral do Ministério de Defesa da Indonésia. A Indonésia tem em atividade quatro C-130 Hercules do modelo -B e nove do modelo -H em sua frota.

“Estamos esperando por 24 caças F-16 dos EUA. Com eles, teremos aeronaves suficientes em nosso inventário de caça para os próximos 20 anos. E isso significa que temos o suficiente de caças Sukhoi por enquanto”, diz ele.

“A Indonésia também tem investido no programa K-FX da Coréia do Sul, que irá produzir caças para substituir aviões como o [Northrop] F-5 e F-16. Pretendemos comprar o suficiente de caças K-FX para três esquadrões de 16-22 aeronaves cada um. Isso vai cobrir as nossas exigências a longo prazo.”

A Indonésia também recebeu formalmente as suas quatro primeiras aeronaves turboélices Embraer EMB-314 Super Tucano, que serão destacados para as missões de contra-insurgência e de vigilância e reconhecimento. Estes são do primeiro de dois lotes de aeronaves, para um total de 16, que foram encomendados da fabricante brasileira para substituir seus antigos aviões North American Rockwell OV-10 Broncos, como parte de seu programa de modernização da frota.

O país também está no mercado para mais helicópteros visando substituir sua frota de Eurocopter AS332 Super Puma, enquanto mais aeronaves tripuladas e não tripuladas de patrulha marítima podem ser obrigadas a manter a vigilância no grande arquipélago.

As forças armadas e os funcionários públicos estão pressionando o governo para aumentar o orçamento destinado para o plano de compra de novas aeronaves nos próximos cinco anos, que cobrirá 2015-2019. Jacarta, no entanto, também está planejando introduzir um projeto de lei que exigirá que cerca de 20% do valor dos novos contratos sejam injetados de volta no país por meio de compensações.

“A política do ministério da defesa é que todos os contratos devem ter compensações ou ser de produção conjunta. Isto também deve incluir o apoio que a aeronave receberá após a compra. Assim, enquanto nós podemos conseguir mais dinheiro para a reforma pacífica de nossas forças armadas, e isto é importante tanto para os militares como o país que os novos contratos criem empregos e treinem nosso povo”, disse Herryanto.

Fonte: Flight Global

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