quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Suspeita na negociação para treinadores sul coreanos derruba vice-ministro de defesa do Peru


O valor de compra da frota de aviões de treinamento KT-1 da empresa sul coreana KAI não só aumentou em US$ 50 milhões, mas agora também o pagamento terá que ser a vista, e não em 20 anos como especificado anteriormente. Por isso existem milhões de motivos suspeitos nas negociações com a Korean Aerospace Industries (KAI) da Coreia do Sul que fizeram com que o Ministro da Defesa do Peru, Peter Cateriano, pedisse a renúncia do cargo do Major General da FAP Lizandro Maycock Guerrero, então Vice-Ministro da Defesa.

Embora o ex-vice-ministro negue estar envolvido em corrupção, referindo-se a uma reunião num bar do hotel Sheraton com os representantes sul-coreanos que negociam com o Peru a venda de uma frota de aviões de treinamento por US$ 200 milhões, a mudança abrupta que ocorreu após o memorando de entendimento assinado com a Coreia do Sul, que significa 50 milhões dólares a mais no pagamento, fala por si só.

Uma resolução oficial nomeou para o cargo o administrador e professor universitário Jakke Raimo Valakivi Álvarez, substituindo Lizandro Pablo Maycock Guerrero, cuja renúncia foi previamente aceitada. A negociação ainda em desenvolvimento entre os governos para a compra de 20 aeronaves de treinamento sul-coreanas KT-1 com a empresa KAI é tratada de forma especial porque a venda está sendo na forma de compensações industriais ou “offsets”, que é benéfico para o Peru pela transferência de tecnologia que permitiria que parte da montagem ocorresse no país.

No entanto, os termos do contrato assinado mudaram após a saída do antigo Ministro da Defesa Daniel Mora Zevallos. Acontece que agora a negociação é para 20 aeronaves KT-1 por US$ 200 milhões (US$ 10 milhões cada), e o memorando de entendimento assinado por Mora proposto pela KAI fixava que cada aeronave custaria US$ 7,5 milhões (ou US$ 150 milhões por todas aeronaves).

A diferença substancial amplia ainda mais se levarmos em conta o modo de pagamento acordado inicialmente. O Governo prometeu pagar 15% de entrada e os restantes 85% dentro de 20 anos e através de bancos estatais peruanos e coreanos, com taxas de juros preferenciais. No entanto, hoje o Governo está considerando a possibilidade de pagamento em dinheiro, que só beneficia a KAI e novamente colocando a tabela de corrupção em torno das compras de armas.

Inicialmente o governo peruano estava interessado em adquirir os aviões Super Tucano da Embraer, mas mudou de opinião pela oferta sul coreana, antes de ser cotada em 200 milhões de dólares.

Fonte: Expresso.pe

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