quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Taiwan nega ter reduzido plano de compra de caças F-16C/D de 66 para 24 unidades


Numa nova reviravolta na saga F-16 de Taiwan, reportagens afirmam que Taipei pode tentar adquirir um número muito menor do que as 66 aeronaves F-16C/Ds há muito solicitadas dos EUA. O Ministério da Defesa Nacional ontem negou que altos funcionários haviam indicado durante as conversações bilaterais de segurança nos EUA no início deste mês que Taiwan poderia reduzir substancialmente o número de caças F-16C/D que visa obter dos EUA.

Citando fontes militares não identificadas, os jornais de língua chinesa China Times e Liberty Times (jornal do grupo Taipei Times) informaram que o vice-ministro da Defesa Nacional Andrew Yang e o Secretário-Geral Adjunto do Conselho de Segurança Nacional (NSC) Lu Hsiao-jung haviam proposto durante as reuniões de assuntos estratégicos entre os EUA e Taiwan, que Taiwan só iria adquirir um esquadrão de 24 caças F-16C/Ds – muito menos do que as 66 aeronaves que Taiwan vem buscando adquirir desde 2006.

Popularmente conhecidas como as conversações de Monterey, as reuniões servem como uma plataforma para os membros de Taiwan e dos EUA discutir as questões de defesa bilaterais, incluindo a venda de armas.

De acordo com os artigos, a decisão foi tomada depois que o ministério concluiu que não podia pagar ao mesmo tempo pela contratação de 66 novos aviões e o retrofit de 146 caças F-16A/Bs atualmente em serviço.

O pacote de atualização, no valor de cerca de US$ 5,2 bilhões, foi notificado para o Congresso dos EUA em setembro do ano passado. A carta de oferta e aceitação para a primeira parte do programa de atualização, no valor de US$ 3,7 bilhões, foi assinado em 13 de julho durante uma reunião entre funcionários de Taiwan e dos EUA em Washington. O trabalho de modernização está previsto para começar em 2016 e vai durar até 2028, com a primeira aeronave atualizada sendo entregue em 2021.

Até agora, Washington rejeitou todas as tentativas de Taipei para comprar os mais avançados F-16C/D.

Respondendo aos relatórios, o porta-voz do ministério major-general David Lo disse numa coletiva de imprensa ontem que “absolutamente não houve tal proposta.”

O NSC também negou as reportagens, dizendo que as decisões de aquisição sobre os F-16s eram da responsabilidade da Força Aérea e do ministério. A Força Aérea também confirmou que nenhuma reunião foi realizada com os EUA sobre a questão F-16C/D.

O programa de atualização F-16A/B ocorre num momento em que um grande número de aeronaves antigas estão sendo desativadas, criando um déficit para a Força Aérea. De acordo com o site Defense News no mês passado, 56 caças Mirage 2000 e 45 quase obsoletos caças F-5 em breve serão retirados de operação, reduzindo a frota de 373 aeronaves para 272 até 2020, ou 146 caças F-16A/Bs e 126 Indigenous Defense Fighters F-CK-1, que também foram submetidos a um pacote de modernização MLU no ano passado.

O número 24 não é uma coincidência, já que peritos de defesa dizem que este é o grande número mínimo de novos aviões que Taiwan deve adquirir para mitigar o impacto da escassez de caças que se aproxima.

O Presidente do US-Taiwan Business Council Rupert Hammond-Chambers, que está intimamente envolvido com a questão F-16, disse no mês passado que 24 caças F-16A/Bs seriam retirado de uma vez da linha de frente do serviço durante o programa de atualização.

Fontes da indústria dizem que os novos F-16C/Ds poderiam ser entregues mais rapidamente – cerca de três anos – antes dos F-16A/Bs atualizados.

Fonte: J. Michael Cole / Taipei Times

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