sábado, 29 de setembro de 2012

Força Aérea dos EUA busca aumentar a vida útil de seus caças F-15


A Força Aérea dos EUA está buscando dobrar a vida útil de seis leais caças F-15 Eagles, incluindo uma séries de atualizações.

“Cerca de dois anos e meio atrás, a Força Aérea dos EUA quis realizar testes de fadiga nos modelos C dos F-15″, disse Brad Jones, diretor de sistemas de missão para os F-15 na Boeing, a fabricante da aeronave.

Enquanto a frota de aviões F-15 se aproxima do final previsto de sua vida operacional em horas totais de voo, a Força Aérea dos EUA quer ver até onde o serviço pode atrasar a retirada de operação da frota, disse Jones durante uma recente conferência com jornalistas.

A vida útil projetada para a aeronave é de 8.000 horas de vôo, mas a grande parte da frota de F-15 já passou das 10.000 horas de voo reais e continua contando, afirma a Boeing.

A Boeing está trabalhando agora num grande programa de certificações de teste de fadiga para aumentar a vida útil dos modelos F-15C/D para 18.000 horas de vôo equivalentes (EFHs) e 32.000 EHFs para os modelos F-15E. “Melhorias estruturais de fadiga na produção atual dos F-15 fornecem uma vida mais longa e a redução nas exigências de manutenção”, disse a Boeing.

“Nós não temos uma data final para o F-15″, disse Jones. Na verdade, diz ele, existem vários programas para fazer os modelos dos EUA e internacionais ficarem melhores com a idade.

O programa de modernização do radar do F-15 propõe a atualização de todos os F-15 até 2021 com a suíte APG-82(V)1 com processadores APG-79, que irá oferecer uma melhoria de cinco vezes sobre o equipamento APG-63(V)3 em confiabilidade e eficácia. A capacidade operacional inicial para o programa do radar deve iniciar em 2014.

O programa Advanced Display/Core Processor II (ADCP II) irá substituir todos os computadores nos jatos F-15E dos EUA e servir como base para o computador que vai estar incluído nas vendas de aeronaves futuras. Os novos computadores aumentam o poder computacional, acrescentando adicional rede gigabit e canal de fibra óptica, com uma decisão Milestone B prevista para novembro. “A Força Aérea dos EUA tem uma equipe da atualização dos displays trabalhando neste momento”, disse Jones.

A Boeing também está oferecendo um avançado sistema de cabine, que inclui um display de grande-área (LAD), um HUD de baixo perfil, display de referência de stand-by e display de perfil baixo de combustível, motor e hidráulica, todos os quais substituindo 23 displays, instrumentos e indicadores existentes.

“É mais para a consciência situacional”, disse Jones, acrescentando que as melhorias reduzem significativamente o custo da aeronave, tanto no preço de compra como nos custos de ciclo de vida.

A proposta do novo Sistema Digital de Guerra Eletrônica (DEWS) substitui diversos sistemas legados, como o receptor de alerta radar, o conjunto interno de contramedidas e o dispensador de contramedidas.

Com o DEWS, não há necessidade de um guia de ondas ou de pressurização por nitrogênio, diz a Boeing, e o sistema digital fornece mais de 200% no rendimento e no crescimento da memória de reserva, bem como uma melhor operação da banda larga com os radares e outros sistemas RF.

Fonte: Aviation Week

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