terça-feira, 20 de novembro de 2012

Aeronave Wedgetail da Real Força Aérea Australiana atinge a Capacidade Operacional Inicial


O Ministro de Material de Defesa da Austrália, Jason Clare, anunciou hoje que as aeronaves de Alerta Aéreo Antecipado e Controle (AEW&C) Boeing 737 Wedgetail alcançou a Capacidade Operacional Inicial (IOC).

Clare disse que esta conquista é resultado de muito trabalho duro feito pela Real Força Aérea Australiana (RAAF), da Organização de Material de Defesa, da Boeing e seus subcontratados que estão trabalhando juntos.

“Eu, particularmente, quero agradecer a equipe da Boeing por seu compromisso com esse projeto. Esta é uma peça muito complexa de equipamento militar. O projeto enfrentou uma série de desafios. Nós encontramos esses desafios e trabalhando juntos,” disse Clare. “A Austrália tem agora um dos mais avançados recursos de gestão de batalha aérea no mundo.”

O Wedgetail recebeu o nome por causa da Wedge-tailed Eagle (Aquila Audax), a maior ave de rapina da Austrália. A Wedge-tailed Eagle pode voar alto por horas a fio, e tem uma visão excepcional, que pode se estender para o espectro infravermelho e ultravioleta.

A aeronave Wedgetail pode voar a 10.000 metros acima da superfície da Terra e manter uma vigilância sobre uma superfície de 400.000 quilômetros quadrados, num determinado momento. Numa missão de mais de 10 horas, um Wedgetail pode cobrir mais de 4 milhões de quilômetros quadrados.

“O Wedgetail é o grande cérebro no campo de batalha. Ele sabe mais sobre o que está acontecendo numa zona de guerra do que qualquer outra coisa”, disse Clare.

Desde 2011, o Wedgetail tem participado no Exercício Bersama Lima, na Malásia, no Exercício Cope North Guam, no Exercício Bersama Shield, no exercício Red Flag, Alasca, e mais recentemente no Exercício Rim of the Pacific (RIMPAC).

O projeto foi aprovado em 2000, com um orçamento de 3,45 bilhões dólares para adquirir seis aviões comerciais 737-700, que foram, então, equipados com um radar avançado multi-função de varredura eletrônica e 10 consoles de missão para tripulação.

A Capacidade Operacional Inicial é o padrão mínimo exigido pela Defesa para operar a frota e leva em conta não somente a aeronave em si, mas também a logística, manutenção, bem como a formação das tripulações, pessoal de terra e pessoal de apoio técnico.

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