terça-feira, 27 de novembro de 2012

Após três meses sem voar, aeronaves Tejas retomam voos de testes


A Aeronave de Combate Leve (LCA) Tejas, que permaneceu sem voar por mais de três meses, finalmente retomou os voos de testes na semana passada. Sete voos dos Tejas ocorreram desde então, sem contratempos.

A suspensão dos voos dos Tejas, que foi mantido em segredo, ocorreu devido ao novo capacete usado pelos pilotos. Uma vez que estes se projetavam acima dos assentos ejetáveis, os capacetes poderiam tornar não muito segura a ejeção, batendo no canopie do caça antes desse ser retirado. Como constituia um grave problema de segurança para os pilotos, os voos de testes foram interrompidos desde agosto.

O chefe da Organização de Pesquisa e Desenvolvimento em Defesa (DRDO), VK Saraswat, confirmou que o problema havia sido resolvido. A Agência de Desenvolvimento Aeronáutico (ADA), a agência do DRDO que supervisiona o programa do Tejas, já forneceu um mecanismo de backup para explodir o canopie antes da cabeça do piloto bater nele.

“Sim, tivemos cerca de três a três meses e meio de atraso (nos testes de voo). Agora, esse problema foi resolvido. Nós modificamos os assentos ejetáveis Martin Baker, tornando estes mais confiáveis e para dar mais confiança para os nossos pilotos. Com isso ficando para trás, acho que nós estamos com todo vapor agora”, disse Saraswat.

Para o programa de voo de testes do Tejas, que já está atrasado, este atraso de três meses foi um golpe. A liberação operacional inicial (COI), que estava marcada para o final de 2010, a qual a Força Aérea Indiana (IAF) havia recebido apenas provisoriamente em janeiro de 2011, está agora esperada apenas para meados de 2013.

A liberação operacional final (FOC), que autoriza um caça para operações de combate, foi agendada para o final de 2012. Isto poderia ser adiada, pelo menos, em dois anos. Saraswat está otimista e diz que o atraso de três meses deu a ADA uma oportunidade de resolver vários outros problemas, e que precisavam ser resolvidos sem voos.

“Fizemos uso deste tempo, resolvendo muitos dos problemas que faziam parte do feedback que recebemos do programa de teste de vôo. Eu sinto que devemos concluir no meio do próximo ano o COI”, disse Saraswat.

O projeto LCA Tejas envolve a construção de uma versão de caça para força aérea em dois modelos – o Tejas Mark I e o Tejas Mark II -, bem como uma versão naval que irá operar a partir de porta-aviões.
A Força Aérea da Índia já colocou pedidos com a Hindustan Aeronautics Ltd (HAL) para dois esquadrões (42 caças) de aeronaves do tipo Tejas. O ministro da Defesa AK Antony disse ao Parlamento no dia 21 de maio, que a Força Aérea da Índia receberia seis esquadrões (126 caças) até o final do 13° Plano, ou seja, até 2022. Enquanto isso não é especificado, os próximos quatro esquadrões Tejas serão do caça Mark II, que irá colocar em campo o motor mais potente General Electric F-414. O governo destinou US$ 78 milhões para o desenvolvimento do caça Mark II.

Enquanto isso, o caça leve do Paquistão, o JF-17 Thunder, que foi desenvolvido em parceria com a China, alcançou o status de combate. Três esquadrões do JF-17 já estão em serviço na Força Aérea do Paquistão, que espera, eventualmente, operar cerca de 12-13 esquadrões do caça.

Fonte: Business Standard

Nenhum comentário:

Postar um comentário