quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Boeing poderá vencer mais um contrato na Índia com o helicóptero Apache


Quando se trata de venda de aviões militares para a Índia, a Boeing está no meio. Depois de ganhar um contrato de US$ 1,3 bilhão com a Força Aérea Indiana para 22 helicópteros de ataque AH-64D Apache no mês passado – e sendo selecionada como o preferencial fornecedor para a competição de US$ 1,4 bilhão para helicópteros de transporte pesados na Índia com o CH-47F Chinook – a Boeing poderá conseguir outro contrato, desta vez para adicionais Apaches para serem usados pelo Exército, disseram fontes do Ministério de Defesa da Índia.

O Ministério da Defesa indiano escolheu os 22 helicópteros Apache para a Força Aérea numa competição com os helicópteros Mi-28 da Rússia.

As empresas dos EUA já ganharam contratos avaliados em mais de US$ 8 bilhões nos últimos quatro anos, e a maioria das armas e equipamentos fornecidos para a Índia vieram através do canal de vendas militares estrangeiras (FMS). A Índia aquiriu 10 aeronaves de transporte Boeing C-17 por US$ 4,2 bilhões, 12 aeronaves de vigilância marítima Boeing P-3I e seis aeronaves de transporte Lockheed Martin C-130J. Os outros fornecedores principais para Índia foram os russos.

Enquanto o Exército indiano vinha exigindo helicópteros de ataque independentes da Força Aérea Indiana, a Força Aérea se opôs ao plano. Um oficial sênior da Força Aérea descreveu o movimento como a criação de uma mini força aérea dentro do Exército.

O Ministério da Defesa, no entanto, decidiu no mês passado permitir que o Exército use os helicópteros de ataque, mas não disse publicamente qual serviço receberá os 22 Apaches encomendados no mês passado. Fontes do Ministério da Defesa disseram que a Força Aérea receberá os 22 helicópteros.

Para a Boeing, a carteira de pedidos deverá permanecer ativa, já que a Marinha da Índia propôs encomendar um lote adicional de adicional de 12 aviões P-8I – elevando para um total de 24 aeronaves – através do canal FMS.

O método tornou-se a via preferida para a compra na Índia, em oposição à abertura da concorrência.

E o canal FMS poderia ficar mais movimentado, caso os EUA se comprometee a diluir as condições legais que incluem cláusulas restritivas que regem a localização e uso das armas adquiridas pela Índia, disse um funcionário do ministério.

A Índia assinou cláusulas restritivas ao comprar as armas dos Estados Unidos, um movimento criticado por oficiais indianos da Marinha e da Força Aérea, disse o oficial.

A controladoria e o auditor geral da Índia, num relatório de 2008, levantou dúvidas sobre concordar com tais condições em relação à compra de um navio anfíbio.

“As cláusulas restritivas levantam dúvidas sobre a real vantagem deste acordo”, disse o relatório. “Por exemplo, as restrições à implantação ofensiva do navio e permissão para o governo estrangeiro poder realizar uma inspeção e inventário de todos os artigos transferidos dentro da cláusula de controle da utilização final da carta de acordo.”

Fonte: DefenseNews

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