sábado, 24 de novembro de 2012

Dinamarca busca candidatos para novo caça


Os militares dinamarqueses cruzaram os EUA na semana passada num passo importante para reiniciar a competição do programa de subsituição dos caças do país.

No dia 12 de novembro, a delegação visitou as instalações da Boeing, em St. Louis, para ver de perto o F/A-18E/F Super Hornet.

Os dias 13 e 14 de novembro foram usados em reuniões em Washington antes de viajar para uma reunião no dia 15 de novembro, em Fort Worth, Texas, onde o grupo foi olhar em primeira mão o programa do caça da Lockheed Martin F-35 Joint Strike Fighter (JSF).

“Foi muito produtivo, e estamos ansiosos para trabalhar com ambas as empresas no futuro”, disse o major-general Flemming Lentfer, o chefe da delegação.

Mas as autoridades dinamarquesas cautelosamente não esperam uma decisão rápida.

“Nenhuma decisão foi tomada”, disse o tenente-coronel Per Lyse Rasmussen, assistente do adido de defesa na embaixada da Dinamarca. “Queremos uma concorrência aberta e justa.”

A Dinamarca anunciou sua intenção de substituir sua frota de caças F-16 em 2005. Mas o programa foi congelado em 2010 em meio a preocupações econômicas e numa decisão que os jatos de combate existentes durariam mais do que o esperado.

O programa de substituição inicialmente envolveu a compra de 48 caças de última geração, mas esse número foi reduzido para cerca de 30.

Além da versão de decolagem convencional do JSF e do Super Hornet, a Dinamarca está considerando o Gripen da Saab. O Eurofighter Typhoon foi retiradao da competição inicial, mas, desde então, o consórcio Eurofighter tem sinalizado que quer que o Typhoon seja considerado quando a competição for reiniciada.

Rasmussen espera que a Dinamarca poderá pegar o jato que oferecer o melhor pacote de capacidades estratégicas e com impacto industrial para a indústria de defesa do país.

A porta-voz da Boeing Mary Brett descreveu a visita como positiva, mas direcionou as questões para o Comando de Defesa da Dinamarca.

“Estamos satisfeitos que a delegação dinamarquesa tenha visitado nossas instalações para discutir uma variedade de assuntos relacionados à Lockheed Martin Aircraft”, escreveu o porta-voz da Lockheed Martin Laurie Quincy num email. Quincy acrescentou que a empresa não tinha dado um prazo específico para quando a Dinamarca vai renovar o processo de seleção.

A Lockheed está vantajosamente posicionada na competição, já tendo estabelecido relações com a indústria dinamarquesa através da parceria da Dinamarca no programa JSF.

A Dinamarca é um parceiro Tier-3 no JSF e contribuiu com US$ 210 milhões para o programa. Embora a parceria devesse pagar grandes dividendos para o setor da defesa dinamarquês, alguns executivos do setor se queixaram dos retornos insignificantes sobre o investimento.

Num evento no dia 08 de novembro, Tom Burbage, gerente geral da Lockheed para o programa F-35, rejeitou a ideia de ter um dos parceiros iniciais JSF decidindo pela compra de um jato diferente, que poderia prejudicar o programa.

“É totalmente livre aos países decidir o que querem fazer, de acordo com os seus interesses nacionais”, disse Burbage. “Eu não acho que isso reflita sobre o programa no geral. Isso reflete a situação política de cada estado.”

Fonte: DefenseNews

Nenhum comentário:

Postar um comentário