domingo, 25 de novembro de 2012

FX2:Caça de superioridade aérea Sukhoi Su-35S


O Su-35, é visto desde o inicio dos anos 90 como uma espécie de demonstrador de tecnologias e novas soluções adaptadas aos Su-27 e não como um novo avião.

No entanto, por razões de marketing, os russos optaram por apresentar a sua última versão do Su-27 como um novo avião, a que deram o nome de Su-35.

Basicamente trata-se de uma aeronave que é em tudo idêntica ao Su-27 e externamente é apenas identificável pela inclusão de «Canards» que em principio estarão incluidos em todas as aeronaves que possam vir a ser fabricadas [1] além de um sistema IRST integrado na frente do avião próximo ao cockpit.

A aeronave de demonstração disporá do mais recente radar do tipo «Phased Array», com maior capacidade, sistema de controlos fly-by-wire completamente digitais e motores com vectorização de impulso.

Tratando-se de um protótipo de demonstração, o Su-35 nunca foi comercializado nem é operado por nenhuma força aérea do mundo, mas como na prática ele não é assim tão diferente dos restantes aviões da família Su-27, esse quesito não terá em principio grande importância.

Além da versão monolugar, existe uma versão bi-lugar chamada Su-35UB.

O Su-35 tem sido apresentado a vários países que eventualmente possam estar interessados nas suas capacidades. Em 2008 uma proposta foi apresentada ao Brasil para o fornecimento de 36 aeronaves mas a falta de capacidade por parte do fabricante em apresentar dados coerentes sobre as verdadeiras capacidades do avião, levaram a que fosse eliminado da primeira fase de escolha.

Também as forças aéreas da Rússia não mostraram qualquer interesse no desenvolvimento da aeronave até que em 2009 colocaram uma encomenda para 48 exemplares em meados de 2009.

O problema da não certificação da aeronave, e da impossibilidade de efectuar comparações dentro dos padrões ocidentais impede o Su-35 de ser testado em igualdade de circunstâncias.
Existem por isso alegações de que os dados sobre o alcance, capacidade de carregar armas ou custos operacionais adiantados pelo fabricante sejam no mínimo pouco realistas[2].

As autoridades exportadoras russas têm continuado a tentar vender o Su-35, efectuando propostas de fornecimento a países do médio oriente e da américa do sul, sem sucesso até ao final de 2010.

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