terça-feira, 27 de novembro de 2012

Governo canadense busca alternativas para a controversa compra de caças F-35


O governo conservador do Canadá vai sinalizar que é séria a busca de uma alternativa de compra para o jato de caça F-35, enquanto solicita aos fabricantes rivais o custo e a disponibilidade de seus aviões, de acordo com fontes da indústria de defesa.

O pedido formal de informações será emitido para rivais como a Boeing, que produz o Super Hornet, e para o consórcio que faz o Eurofighter Typhoon, pedindo-lhes se os jatos estão disponíveis, e a que custo, caso o governo canadense decida abandonar a atormentada e problemática compra do F-35.

O pedido de informações sobre preços e disponibilidade fica longe de um concurso formal, mas fontes do governo disseram que a “análise de mercado” enviará um sinal aos eleitores e para indústria que o governo está levando a sério o relatório do Auditor-Geral que fortemente critica o processo de aquisição do F-35.

Rona Ambrose, a ministra das Obras Públicas, está agora responsável pela compra do F-35. Ela sinalizou na Câmara dos Comuns nos últimos dias que o governo não está simplesmente buscando justificar a sua decisão anterior de comprar o F-35.

“Estamos olhando todas as opções sobre a mesa neste momento”, disse ela na quinta-feira, em resposta a perguntas repetidas pelo Partido Democrata Nacional. “[O processo] é uma avaliação completa de todas as opções, e não apenas uma atualização.”

Quando perguntada na sexta-feira se ela iria fazer a declaração pública das exigências que detalham o que os militares necessitam nas suas novas aeronaves, ela disse que estas “serão postas de lado, enquanto que a análise sendo feita das opções esteja completa”.

Fontes sugerem que o novo secretariado, criado no âmbito das Obras Públicas, veja que a compra do F-35 não está adequada com a afirmação anterior de exigências definidas pela Defesa Nacional, de modo que efetuará a sua própria diligência sobre o que a Real Força Aérea Canadense provavelmente vai precisar nos próximos anos.

A declaração anterior de exigência exigiu novas aeronaves com capacidades furtivas para torná-las difíceis para um inimigo detectá-la pelos radares. Desde que o F-35 é o único jato com capacidade furtiva sendo produzido atualmente pelos fabricantes ocidentais, os críticos acusaram o processo de ser fraudado em favor da Lockheed Martin.

Alguns especialistas da indústria têm sugerido que os avanços tecnológicos podem tornar obsoleto a furtividade dentro de um espaço de tempo relativamente curto. Se o governo aceitou esse pensamento, pode decidir abrir qualquer concurso para as aeronaves sem capacidade stealth.

Ao abrir o processo, os conservadores serão capazes de desviar as críticas que vem perseguido o governo desde que eles anunciaram sua intenção há dois anos para comprar 65 dos jatos de combate da Lockheed Martin, num acordo com o Departamento de Defesa Nacional que custaria US$ 16 bilhões para compra e manutenção das aeronaves.

Em abril passado, o Escritório do Auditor Geral emitiu um relatório que questionava a precisão das estimativas de custo do Departamento de Defesa Nacional. O relatório disse que a Defesa Nacional chegou à conclusão de que, em 2008, o F-35 oferecia o “melhor valor”, mas forneceu uma pequena análise para apoiar a conclusão e não apresentou os requisitos operacionais para o Ministério de Obras Públicas, até depois que o governo anunciou a sua decisão de seguir com o projeto de compra do avião.

O governo posteriormente colocou um plano de sete pontos para abordar as preocupações de A-G, que incluiu o congelamento do financiamento e a criação da nova Secretaria na área de Obras Públicas para coordenar a substituição para os atuais e antigos CF-18 Hornets.

Fonte: National Post

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