segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Portugal negocia venda de helicópteros Puma e das aeronaves Aviocar


No início do mês, o Ministro da Defesa de Portugal, Aguiar Branco, afirmou que estão em andamento as negociações para a venda dos helicópteros SA-330 Puma e dos aviões CASA C-212-100 Aviocar, e acrescentou que a venda dos caças F-16 à Roménia ou à Bulgária, ainda não está fechada.

Questionado pela agência Lusa sobre os processos relativos aos três meios aéreos, Aguiar Branco disse que “todos estão em situações de negociações”, mas não concretizou as que envolvem os Puma e os Aviocar (substituídos por outros meios), limitando-se a esclarecer apenas o negócio com os dois países sobre os F-16.

“Não há ainda compromissos assegurados em relação à definição concreta da venda. Há um procedimento que está ocorrendo e quando houver uma situação concreta e definitiva em termos de compromissos assumidos, o país será informado sobre isso”, explicou o ministro, no fim de uma visita ao Centro de Formação Militar e Técnico da Força Aérea (CFMTFA), na Ota, Alenquer.

Dez caças F-16 e oito helicópteros Puma (substituídos pelos helicópteros EH101 Merlin) da Força Aérea Portuguesa estão inscritos como alienáveis na Lei de Programação Militar (LPM), segundo o relatório de execução de 2011, que a agência Lusa teve acesso em abril último.

Metade dos Puma já está disponívee para venda

De acordo com o documento, dos oito helicópteros Puma, quatro estão em condições de venda imediata e a outra metade precisa de “uma profunda manutenção”. Acrescenta o relatório que, dos “contatos com diversas entidades internacionais potencialmente interessadas” no ano passado “não foi possível identificar interessados”.

Existem ainda dez aviões Aviocar inscritos para venda na LPM, mas que já só servem “para fins museológicos”.

Os outros catorze estão “em condições de voo”. Os Aviocar foram substituídos pelos novos C-295.

Sobre a visita ao Centro de Formação Militar e Técnico da Força Aérea, inserida no roteiro da modernidade, o ministro destacou a aposta no conhecimento que é feita na unidade de instrução onde são formados 90% dos militares da instituição militar.

“A modernidade na Força Aérea é uma aposta no conhecimento e isto é muito importante porque é uma aposta num investimento invisível, mas que dá qualificação e que permite que os portugueses em geral e, neste caso, os nossos militares, sejam referenciais de excelência nas operações” referiu Aguiar Branco

Fonte: Expresso (Portugal)

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