Segundo a Lockheed, Cingapura demonstra aumento no interesse pelo F-35


Cingapura está mostrando um aumento no interesse em comprar o Lockheed Martin F-35 Joint Strike Fighter, disse um alto executivo da fabricante na noite de quinta-feira, uma semana depois que a China anunciou um voo do seu segundo caça stealth chamado de J-31.

A Lockheed está construindo três variantes do jato de combate furtivo para os militares dos EUA e oito parceiros internacionais – Grã-Bretanha, Austrália, Canadá, Noruega, Dinamarca, Itália, Turquia e Holanda, que estão ajudando a financiar o desenvolvimento do avião.

Cingapura se tornou um parceiro de segurança no programa internacional do caça em fevereiro de 2003, junto com Israel, que já encomendou um lote inicial dos jatos.

Como parceiros de segurança, Cingapura e Israel se comprometeram a contribuir cerca de US$ 50 milhões para os trabalhos de desenvolvimento do F-35, de acordo com o site globalsecurity.org.

“O interesse deles (Cingapura) no programa ainda é bastante forte”, disse Tom Burbage, gerente geral do programa F-35, após um discurso para a Real Sociedade Aeronáutica na embaixada britânica em Washington. “Sua atividade andou um pouco e nos faz acreditar que eles vão se tornar mais ativos”, disse Burbage, quando perguntado sobre os planos de Cingapura para encomendar o F-35.

Washington está ativamente incentivando mais exportações de sistema de armas como o F-35 para fortalecer os laços com os aliados, e compensar um declínio no orçamento voltado nos seus próprios programas de aquisição.

O presidente Barack Obama e o secretário de Defesa Leon Panetta estão viajando para a Ásia neste mês para uma série de visitas, e para participar do Encontro Anual da Associação de 10 países das Nações do Sudeste Asiático, ou a ASEAN, que inclui Cingapura.

Washington tem buscado consolidar os laços e reforçar a influência dos EUA em toda a Ásia, como parte de um “pivô” para a região já que as guerras no Iraque e no Afeganistão estão sendo finalizadas.

Nenhum negócio formal ainda

Burbage disse que os funcionários da Lockheed estavam engajados em finalizar o diálogo com Cingapura sobre seu interesse em comprar algumas unidades dos aviões de combate F-35, e muitas vezes visitou o país asiático.

Mas ele disse que Cingapura não tinha feito qualquer acordo formal para comprar os jatos, ou quando tais aquisições poderiam ocorrer.

O consultor de defesa militar Loren Thompson, disse que a expansão da China fez pressão sobre Cingapura e outros países da região para comprar aviões de combate de última geração.

“Toda vez que a China testa um novo caça isso torna-se um despertador para países como Cingapura”, disse Thompson.

Na semana passada foram publicadas imagens do que seria um segundo caça furtivo chinês, depois que ele realizou seu vôo inaugural no nordeste da província de Liaoning.

Especialistas em aviação disseram que o avião tinha uma forte semelhança com o F-35, alimentando preocupações dos EUA sobre os esforços de espionagem chinesas que foram destacados num rascunho do relatório de 2012 para o Congresso, feito pela Comissão de Revisão de Segurança e Economia EUA-China.

Cingapura também vai hospedar o primeiro navio de combate litorâneo dos EUA, o “Freedom”, que também foi construído pela Lockheed, numa implantação de 10 meses no próximo ano.

Cingapura está estrategicamente localizada ao longo do estreito de Málaga, a ligação principal entre os Oceanos Índico e Pacífico, através do qual passam cerca de 40 por cento dos fluxos comerciais mundiais.

Burbage disse que o programa F-35 estava bem e cerca de 21 por cento antes do prazo dos voos de teste para o ano.

Ele disse que o Major General da Força Aérea Christopher Bogdan assumirá o controle do escritório do programa F-35 no Pentágono no dia 6 de dezembro, uma data confirmada pelo Pentágono. Bogdan irá receber a terceira estrela quando ele for promovido a tenente-general na semana anterior.

Bogdan, que vai substituir o vice-almirante da Marinha David Venlet, que vai se aposentar, como o oficial executivo do programa, e é um “aluno que aprende muito rápido”, disse Burbage a executivos no evento da embaixada.

Bogdan visitou a fábrica de Fort Worth, no Texas, onde a Lockheed constrói o F-35, em outubro, um mês depois que ele descreveu os laços entre a Lockheed e o Pentágono como “o pior que já tinha visto.”

Burbage disse que Bogdan fez uma boa visita a Fort Worth, e a Lockheed estava ansiosa para trabalhar com ele e o chefe de aquisição da Marinha Sean Stackely, que irá supervisionar as grande decisões de aquisição do F-35.

Fonte: Reuters

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