sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Voa na China o modelo biposto do caça embarcado J-15 ‘Flying Shark’


No dia 2 de novembro, o caça naval chinês J-15S fez seu primeiro vôo. Esta é a versão de dois lugares (biposto), com o assento traseiro sendo para o oficial de armas (ou WSO). Assim, o J-15S é semelhante ao F-15E da Força Aérea dos EUA. Durante a última década, a Marinha dos EUA abandonou os aviões de combate de dois lugares nas operações embarcadas em porta-aviões.

O J-15 parece estar pronto para a produção. Um deles foi visto recentemente fazendo manobras de toque e arremetida no novo porta-aviões chinês Liaoning. Este navio foi recentemente visto voltando de uma viagem de treinamento com marcas de derrapagem perto dos cabos de paradar no convoo, o que indica que a aeronave teve, pela primeira vez, pousos e decolagens no navio. Vários J-15 tem sido visto nas bases navais pintados com esquemas de combate, não pinturas de aeronaves em desenvolvimento. Cerca de 20 caças J-15 foram construídos até agora para utilização em ensaios. A China também está usando treinadores a jato JL-9 para operações no porta-aviões, bem como treinamento.

Durante a maioria da década passada, a China vem desenvolvendo o J-15, que é uma versão embarcada em porta-aviões do caça russo Su-27. Já existe uma versão russa deste, chamada de Su-33. A Rússia se recusou a vender os Su-33s para a China, quando observou que a China estava fazendo cópias ilegais do Su-27 (o J-11) e não quis colocar um grande pedido para os Su-33s, mas queria apenas dois, para “avaliação”. A China acabou recebendo um Su-33 da Ucrânia, em 2001, que herdou uma parte, quando a União Soviética se dissolveu em 1991.

Os primeiros protótipos do J-15 estavam em construção há dois anos, e o avião fez seu primeiro vôo há dois anos. Os russos não estavam felizes com este desenvolvimento. Os especialistas em aviação russos abertamente ridicularizaram o J-15, lançando dúvidas sobre a capacidade dos engenheiros chineses de replicar as principais características do Su-33. Isso continua a ser visto, enquanto os chineses copiam tecnologia militar russa do passado. Mas os chineses têm muita experiência em roubar tecnologia estrangeira e fazê-la funcionar, e assim como o J-15, muito bem pode vir a ser pelo menos tão bom como o Su-33. Enquanto isso, a própria Rússia parou de usar o Su-33 em favor do mais barato MiG-29K (que também está sendo usado pela Índia).

O caça Su-33 de 33 toneladas é maior do que o MiG-29K de 21 toneladas, e ambos os tipos de aeronaves foram projetadas para operar a partir dos três porta-aviões Classe Kuznetsovs de 65.000 toneladas que a União Soviética estava construindo na década de 1980. Mas quando terminou a Guerra Fria, em 1991, apenas um Kuznetsov estava quase pronto. O segundo navio da classe, o Varyag, foi vendido para a China e foi reconstruído como Liaoning. O Gorshkov menor, foi reconstruída e vendido para a Índia (que acreditava que o MiG-29K menor fosse mais adequado para este porta-aviões).

Aeronaves de treinamento JL-9 da China foram vistas com um tailhook, indicando o uso para pilotos em treinamento em porta-aviões. A Marinha Chinesa construiu uma pista em base terrestre no tamanho e na forma de uma plataforma embarcada, de modo que o pouso em porta-aviões pudesse ser praticado. Isso prepara o aviador para o novo desafio de pouso no pequeno espaço em porta-aviões, que está se movendo para cima e para baixo, para os lados, e para frente.

O JL-9 é uma versão atualizada do treinador JJ-7, que foi baseado no J-7 (uma cópia chinesa do russo MiG-21). O JL-9 tem entradas de ar laterais e um radome de radar maior na frente. Ele não se parece muito com um MiG-21 e é um pouco mais fácil de voar. O JL-9 entrou em produção no ano passado e custa vários milhões de dólares mais barato do que seu concorrente, o treinador bimotor JL-15.

Aparentemente, os chineses acreditam que é melhor e mais barato, para os novos pilotos dos J-10 e J-11 aprender no JL-9, em vez de gastar mais tempo nos mais caros mas mais similar em desempenho (para J-10s e 11s) JL-15s. Em vez do JL-15, a Força Aérea e a Marinha da China estão comprando JL-9s e equipando alguns deles para operar a partir de porta-aviões.

Fonte: Strategy Page

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