segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Marinha Indiana precisa urgentemente dos caças Tejas navais


Até agora, com muito desapontamento, apenas uma aeronave de combate leve (LCA) da versão naval foi fabricada pela Agência de Desenvolvimento Aeronáutico (ADA) na Índia. No início deste ano, o então chefe da Marinha da Índia, o almirante Nirmal Verma, lamentou o atraso na construção da versão naval do Jato de Combate Leve (LCA) Tejas. Na semana passada, o atual chefe da Marinha, almirante DK Joshi, declarou que a Marinha queria os jatos Tejas mais urgentemente do que qualquer outro avião de caça vindo do exterior.

Seguindo as palavras com uma ação, a Marinha irá em breve lançar um pedido de propostas para a Hindustan Aeronautics Limited (HAL) para a construção de oito caças navais Tejas, uma mistura de versões bipostos de treinamento e monopostos, avaliados em torno de US$ 184 milhões. Tanto o Ministério da Defesa como o Comitê do Gabinete de Segurança liberaram a compra. A HAL irá responder com uma citação, um preço será negociado, e a fabricação das aeronaves deve começar no próximo ano.

A única aeronave LCA naval fabricada pela Agência de Desenvolvimento Aeronáutico, ou ADA, faz parte do programa de US$ 670 milhões do LCA naval e do programa de US$ 1,9 bilhão para desenvolvimento de um caça para a Força Aérea da Índia. O segundo Tejas naval está em construção. A ADA informou que um total de cinco protótipos do Tejas naval serão finalizados nos próximos dias, e que a ADA vai usar o exigente programa de teste de voo para certificação para as operações a bordo no convés de vôo de um porta-aviões.

Os oito caças agora sendo encomendados pela Marinha – que a HAL vai construir no que é chamado de produção em série limitada, ou LSP – serão usados para treinar os pilotos navais que eventualmente voarão a versão do Tejas no porta-aviões INS Vikrant, que está sendo preparado pelo Estaleiro Cochin para 2015, e de um segundo porta-aviões indiano que vai seguir o Vikrant.

Até que essas embarcações estejam prontas para as operações de voo, os pilotos navais vão treinar numa nova unidade de testes no solo, em Goa, que reproduz as dimensões de um convés do porta-aviões, incluindo os cabos, que ajudam as aeronaves a parar em apenas 90 metros. A unidade de testes no solo também tem o sistema de auxílio óptico de pouso existente no porta-aviões, que permite que o piloto “direcione” seu caça para o ponto do cabo de frenagem. Só depois de extensos testes no centro de testes no solo que o LCA vai tentar pousar e decolar de um porta-aviões real.

A ADA confirma que a instalação de Goa está perto de sua conclusão. “Queremos que o centro de testes no solo possa ser uma instalação nacional, que estaria disponível para o treinamento (pilotos navais) numa ampla gama de aeronaves. Por isso, é construído para ser utilizado pela LCA naval, bem como pelos MiG-29K“, disse o Almirante CD Balaji, que dirige o projeto LCA Naval na ADA.

A Marinha comprou 45 caças embarcados MiG-29K, que vão operar a partir do INS Vikramaditya (ex-Almirante Gorshkov), que a Rússia irá entregar apenas no próximo ano, depois de atrasos inesperados durante os recentes ensaios. O MiG-29K também vai voar a partir do porta-aviões indiano INS Vikrant, junto com os Tejas navais.

Os pilotos navais podem treinar no Tejas Mark I, que é alimentado pelo motor General Electric F-404IN. Mas somente os caças Tejas Mark II, com o motor mais potente F-414, podem decolar de porta-aviões. A energia adicional do F-414 é essencial para colocar os caças no ar num comprimento de pista de apenas 200 metros, que é tudo o que um porta-aviões oferece. Em 2003, quando o desenvolvimento da variante naval começou, a ADA acreditava que a versão da força aérea poderia simplesmente ser convertida num caça naval através do reforço do trem de pouso, e engenharia adicional nos ganchos de parada e nas superfícies de controle (um caça naval deve passar por impactos muito maiores enquanto pousa num convés de porta-aviões, no que é muitas vezes descrito como um “acidente controlado”).

“No projeto do papel parecia viável, semelhante ao que a Eurofighter propôs para uma versão navalizada do Typhoon; ou o Gripen proposto para o Sea Gripen. Mas quando começamos o projeto detalhado e construímos o real … percebemos os benefícios que a Dassault tinha feito com o Rafale. Ela projetou e construiu primeiro a variante naval, o Rafale M. O Rafale da força aérea é apenas um subconjunto do Rafale Marine. Esse é o caminho mais fácil disse Balaji com tristeza.

Em vez disso a ADA, que tem tido uma experiência de aprendizagem valiosa, tem arduamente convertido os Tejas da força aérea numa versão naval.

Esse é o mesmo caminho que levou a RAC MiG na construção do caça MiG-29K naval a partir da versão do MiG-29 da força aérea.

Agora, os Tejas naval deve demonstrar que pode pousar e decolar de um porta-aviões. Ele já provou isso em extensiva simulação de computador feita por uma equipe de cientistas do Laboratório Aeroespacial Nacional. Em seguida, o caça irá realizar decolagens e pousos em distâncias reais no centro de testes no solo. A ADA diz que ele vai demonstrar uma decolagem em meados de 2013 e um pouso até o final de 2013. Só depois que a operação perigosa em porta-aviões será realizada em alto mar.

Fonte: Business Standard

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