domingo, 6 de janeiro de 2013

Caça russo Sukhoi Su-35S avança para o mercado chinês


O vice-diretor do Serviço Federal de Cooperação Militar russo, Viatcheslav Dzirkaln, considerou muito boas as perspectivas de entrada para o mercado chinês do caça polivalente russo Su-35. Segundo acrescentou, o uso desse avião moderno poderá vir a lançar uma excelente base para o início da colaboração frutífera entre os dois países no domínio técnico-militar.

Pelo contrato russo-chines vigente, a Rússia se compromete a fornecer à China um lote de 24 caças Su-35S. O respectivo acordo resultou das conversações bilaterais difíceis que duraram vários anos. Inicialmente, estava prevista a venda de uma parcela de 48 caças do tipo, enquanto que a China insistia para que lhe fossem vendidos apenas alguns aviões do modelo.

Claro que Pequim manifestou interesse, sobretudo, pelos motores 117C sem perder de vista algumas modificações introduzidas em relação aos conhecidos caças Su-27. O exame do propulsor permitiria que a China tomasse uma decisão definitiva quanto à sua aquisição para seus aviões militares da 5ª geração. Algumas inovações teriam sido aplicadas em mais recentes modificações de aviões J-11B.

Como é evidente, a Rússia se mostrou interessada na venda de um lote considerável. As conversações culminaram com uma solução consensual: uma parcela de 24 aviões faz parte importante para a realização do programa de produção dos Su-35S. O Ministério de Defesa da Rússia fez uma encomenda para a compra centralizada de 48 caças do tipo. Assim sendo, um contrato com a China alargará o portfólio de encomendas em 150%.

Ao mesmo tempo, vários peritos russos não encaram com bons olhos a eventual exportação de 24 caças, receando que a China, pagando uma importância relativamente pequena por este lote, tenha acesso aos modernos aviões procedendo à produção de aeronaves semelhantes como foi o caso dos Su-27SK.

É óbvio que a produção de cópias implicaria numa série de dificuldades maiores em relação aos Su-27SK e Su-33 de uso naval. Na etapa det desintegração da URSS, o Su-27 era um dos principais caças em serviço com as forças aéreas soviéticas. Muitos regimentos aéreos ficaram no antigo espaço soviético. Por ali ficaram ainda oficinas de manutenção técnica com a respectiva documentação e especialistas. A Ucrânia teve acesso aos numerosos materiais e a um modelo do Su-33 que, em 2005, teria sido comprado pela China.

Na Rússia, os caças Su-27 foram postos em serviço em várias unidades da Força Aérea que, na década de 90 do século passado, nem sempre estava em condições de fazer a manutenção técnica. A maior parte de documentos necessários foi adquirida pela China nos marcos de um contrato de licenciamento para a sua produção em Shenyang.

Isto significa que, na altura em que a Rússia procurava fechar o acesso da China para as tecnologias de produção de alguns agregados do Su-27, não era difícil encontrar nos países da CEI tanto materiais, como especialistas e modelos para a realização de novas provas com estes equipamentos.

A exploração do Su-35, sem análogos no antigo espaço soviético, estará sob uma supervisão especial. Apesar da semelhança visível com o Su-27, os sistemas fundamentais do Su-35 e seus componentes são diferentes. Por isso, as tentativas de copiá-lo poderão levar muitos anos, sendo essa uma perspectiva inaceitável para a China.

Todavia, a experiência do uso deste avião sofisticado poderá marcar o início da colaboração frutífera. O primeiro lote de Su-27SK/UBK, vendido à China em 1992, também era composto de 26 caças que, contudo, passaram a assinalar uma nova época da cooperação militar russo-chinesa.

Nenhum comentário:

Postar um comentário