sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Blue Angels poderá parar de voar no segundo semestre devido a cortes orçamentais


De acordo com um memorando da Marinha dos EUA, caso os cortes orçamentais automáticos, conhecidos como confiscos, entrarem em vigor no dia 1° de março, a equipe de demonstração dos Blue Angels poderá ficar sem voar durante o segundo semestre de 2013.

A agência U.S. News and World Report informou através de um memorando do Chefe de Operações Navais Almirante Jonathan Greenert, que a Marinha iria cortar todo o financiamento para os Blue Angels para o terceiro e quarto trimestre de 2013 caso o Congresso não agisse para parar o confisco.

Caso o confisco seja confirmado, os Blue Angels terão que cancelar 30 demonstrações agendadas para o segundo trimestre, os quais estimam um público de cerca de 6 milhões de pessoas. Um dos shows no período é o principal evento dos Blue Angels, na Estação Naval de Pensacola, nos dias 1 e 2 de novembro.

O confisco prevê um corte orçamental automático de US$ 1,2 trilhão, que segundo o Washington Post serve para reunir democratas e republicanos na mesa de negociação, com o objetivo de encontrar um acordo que seja bom para todos sobre o déficit orçamentário.

O Presidente Barack Obama é contra os cortes, e fez um pedido ao Congresso para aprovar um projeto que evitaria os cortes, que podem abalar o setor de defesa e mais ainda, deixar sem emprego quase 2 milhões de pessoas do setor de defesa e de outros setores.

Apesar dos pedidos, o Congresso já deu sinal que não fará nenhuma alteração no projeto, e o confisco deverá mesmo sair.

Nas próximas semanas, a Marinha dos EUA está preparada para parar seus destacamentos no Caribe e na América do Sul, vai limitar os destacamentos na Europa para as missões de apoio de defesa com mísseis balísticos, vai reduzir o número de navios e aeronaves destacados e reduzir o número de dias no mar e de horas de voo em toda a força, de acordo com o memorando.

A Marinha dos EUA já confirmou que a partir do dia 15 cancelar todos contratos de manutenção de aeronaves e navios feitos com o setor provado, e reduzirá em 10 por cento seu quadro de pessoal de apoio, além de parar a manutenção da infraestrutura em terra.

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