segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Mistério sobre o ataque israelense na Síria


A Síria admitiu que algumas instalações em seu território foram atingidas por ataques aéreos israelenses no final de janeiro, mas os fatos sobre um “ataque stealth” permanecem obscurecidas por boatos.

Algumas fontes afirmam que um ataque da Força Aérea Israelense foi feita contra um comboio de transporte da Síria de mísseis superfície-ar SA-17 de fabricação russa destinados para os militantes do Hezbollah no Líbano.

As autoridades sírias, por outro lado, anunciaram oficialmente que o alvo era um “centro de pesquisa científica”, com a televisão estatal síria dizendo que duas pessoas foram mortas e cinco ficaram feridas no ataque.

Os ataques aéreos foram relatados como tendo a participação de aviões de combate F-16 de Israel

Outras fontes dizem que o ataque tinha um objetivo secundário: testar a capacidade do sistema anti-aéreo da Síria para detectar os caças que entram no seu espaço aéreo.

O mistério em torno do ataque continua a gerar outras teorias. No dia 31 de janeiro, o jornal iraquiano Azzaman citou fontes diplomáticas ocidentais, dizendo que o suposto ataque israelense causou pesadas baixas ao pessoal da Guarda Revolucionária Iraniana na instalação síria. Suas fontes indicam também que o ataque ocorreu mais de 48 horas antes, e foi relatado no dia 30 de Janeiro, depois de ser vazado por Israel.

Uma fonte, entrevistada pelo Azzaman em Londres, disse que o boato do ataque ao comboio provavelmente foi espalhado para desviar a atenção do objetivo principal da operação, que era usar os caças Lockheed Martin F-16 para liberar pelo menos oito armas guiadas no centro de pesquisa da Síria. A mesma fonte afirma que a base fortificada contém cientistas russos e pelo menos 3.000 membros da Guarda Revolucionária Iraniana.

Apesar da incerteza sobre a verdadeira natureza dos ataques aéreos, é claro que as aeronaves envolvidas eram capazes de voar em território sírio, sem ser detectados pela rede do sistema de alerta do país fornecida pela Rússia.

O Exército israelense não quis comentar o fato.

Fonte: Flightglobal

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