sábado, 23 de março de 2013

Primeiros caças supersônicos


Os caças supersônicos participaram de muitos combates durante toda a década de 60, quando surgiram táticas de ataque absolutamente novas. As experiências desse período resultaram em aviões clássicos, como o MiG-21, um dos melhores caças já projetados e construídos.

No início dos anos 50, os projetistas empenhavam-se em ir além da barreira do som e avançaram a passos largos no sentido de produzir aparelhos genuinamente supersônicos – as aeronaves subsônicas só atingiam Mach 1 (equivalente à velocidade do som, 364 m/s). Quando os projetos se concretizaram, os rumos da aviação militar mudaram de modo considerável, pois passou-se a contar com aviões capazes de realizar interceptações a distâncias muito maiores e em intervalos de tempo bem menores que os anteriores. Os combates a pequenas distâncias, porém, ainda não aconteciam em velocidades supersônicas, uma tendência que se manteve ao longo dos anos.

Abriu-se uma nova Era para aviões de combate com o F-100 americano e o Mikoyan-Gurevich MiG-19 soviético, que deram lugar a clássicos como o Dassault Mirage III, o McDonnell Phantom II e o MiG-21. Esses aviões, assim como o Lockheed F-104, serviram a maioria das grandes forças aéreas do mundo e levaram pouco tempo para entrar em ação, quase sempre uns contra os outros. Duas guerras no Oriente Médio e a prolongada guerra aérea sobre as espetaculares florestas, deltas e montanhas do Vietnã foram suficientes para desenvolver táticas de combate entre aviões supersônicos, táticas essas ainda em uso.

Nos últimos anos da Segunda Guerra Mundial, surgiram caças capazes de missões de ataque ar-superfície, além de sua tradicional atuação nos combates ar-ar. Essa flexibilidade nasceu com as primeiras gerações de caças a jato e, quando surgiu o supersônico, esses aviões chegaram a prestar mais serviços como bombardeiros do que como caças. O conflito do Vietnã ilustra bem esse novo gênero de guerra aérea: apenas uns poucos Phantons transportavam mísseis ar-ar, enquanto todos os demais Phantom, Thunderchief e Super Sabre levavam quase que exclusivamente bombas e outros armamentos do tipo ar-superfície. Até o F-104 Starfighter atuou por certo tempo no Vietnã executando essa função.

Os combates aéreos que aconteceram no deserto do Sinai, nas guerras entre 1967 e 1973, e no Vietnã diferiam das lutas nos céus da Coréia, pois os mísseis ar-ar (especialmente os de curto alcance, como o Sidewinder e o correspondente soviético “Atoll”) substituíram os canhões como principal arma das aeronaves. Alguns caças ainda utilizavam o canhão nas ações a curtíssima distância, e muitos pilotos israelenses chegaram a empregar apenas ele como forma de demonstrar bravuras.

Junto com o McDonnel F-4 Phantom II, essas aeronaves dominaram a cena do moderno combate aéreo e, na primeira metade da década de 80, a perspectiva era de que sua influência continuaria por muitos anos ainda. A experiência acumulada nos combates aéreos no Vietnã e no Oriente Médio, bem como na região fronteiriça entre a Índia e o Paquistão, forneceu elementos para que os estrategistas militares elaborassem planos de defesa.

FONTE: Máquinas de Guerra

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