sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Paralisação do governo dos EUA afeta o programa F-35

Ao longo do ano, os oficiais do programa do caça-bombardeiro F-35 têm consistentemente afirmado que o programa está no caminho certo. Mas se a paralisação do governo dos EUA continuar por muito tempo, o avião que tem sido caracterizado por seus atrasos históricos e ao que parece havia retomado o curso, poderá novamente voltar a atrasar.

“A paralisação está afetando negativamente nossa capacidade de realizar testes de voo e de outras áreas do programa, como o desenvolvimento, entregas de aeronaves e a manutenção da frota”, informou o tenente-general Christopher Bogdan, chefe do Gabinete F-35 JPO (Joint Program Office). “A manutenção de um programa estável é um dos principais fatores para manter o F-35 na pista e dentro do orçamento; estamos ansiosos para uma resolução rápida que permitirá ao nosso governo voltar a funcionar corretamente para que possamos continuar com a nossa missão.”

Muitos trabalhadores da Agência de Gestão de Contratos de Defesa (Defense Contract Management Agency – DCMA) foram postos em licença não remurenada devido à paralisação. A DCMA é responsável pela supervisão de grandes projetos de aquisição, de auditoria e aprovação de trabalho que está sendo feito em plataformas militares. Atrasos significam custos adicionais.

A Lockheed divulgou um comunicado dizendo que iria continuar os trabalhos no F-35, a menos que o Pentágono solicite a parada destes.
“Várias atividades de contratação para os motores militares foram suspensas devido à paralisação”, uma declaração da Pratt & Whitney avisa que a “Falta de apoio por parte do DCMA já está afetando as entregas dos motores de produção, peças de reposição e os progressos nos programas de melhoramento de componentes do motor. A paralisação do governo afeta diretamente a nossa capacidade de atender às exigências da missão dos nossos clientes militares”.

A Pratt & Whitney, por intermédio da sua controladora – UTC – avisou que pretende dar licença a seus trabalhadores na próxima segunda-feira (07/10) devido a uma falta de inspetores da DCMA.

FONTE: NAVY TIMES

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