quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Portugal não descarta vender TAP para Efromovich

 O investidor brasileiro Germán Efromovich ainda pode ser candidato à compra da companhia aérea portuguesa TAP SGPS SA se o governo retomar a venda da empresa estatal no ano que vem, disse Sérgio Monteiro, secretário de estado de Infraestruturas, Transportes e Comunicações.

Portugal rejeitou uma oferta de Efromovich, cuja empresa Synergy Group controla as marcas da companhia aérea Avianca na América do Sul, citando falta de garantias financeiras do único ofertante para concluir o negócio.

“Se a melhor oferta para o Estado veio do mesmo investidor que fez uma oferta em dezembro de 2012, eu não vejo por que não”, disse Monteiro, ontem, em entrevista. O projeto estratégico de Efromovich para a TAP na ocasião era “muito bom”.

O governo de Portugal pode tentar vender a TAP novamente em 2014, disse Monteiro. O país concordou em se desfazer da emblemática transportadora aérea após pedir resgate ao Fundo Monetário Internacional e à União Europeia em 2011 e atualmente está monitorando as condições de mercado para tentar retomar a venda, disse ele.

Efromovich se encontrou no mês passado com o ministro da Economia de Portugal, António Pires de Lima, segundo um porta-voz do ministério, que preferiu não fornecer detalhes. Quando perguntaram se Efromovich estava interessado em realizar uma nova oferta pela TAP, Monteiro respondeu que “nós temos reuniões regulares com várias pessoas interessadas em diferentes empresas”.

Efromovich disse em 10 de setembro que a TAP poderia já não ser a primeira opção como veículo para a expansão da Synergy na Europa. Monteiro disse que uma venda traria um capital muito necessário para financiar o crescimento da TAP.

“A TAP atualmente não possui capacidade para comprar uma frota com tamanho suficiente para tirar vantagem de outras rotas”, disse Monteiro. “Ela precisa de um investidor para recapitalizar e reduzir seu nível de endividamento”.

A perda da TAP em 2012 encolheu para 30,8 milhões de euros (US$ 41,8 milhões), contra 76,8 milhões de euros no ano anterior. A dívida total caiu de 1,23 bilhão de euros para 1,03 bilhão de euros, segundo o website da TAP.

Fonte: Exame

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