quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Não se surpreenda caso veja aeroporto só com lona na Copa

 Faltando cerca de cinco meses para início dos jogos da Copa do Mundo no Brasil, o governo federal corre para entregar as obras previstas. Diante da pressão pelo sucesso do evento, algumas soluções não tão comuns começam a ser cogitadas. A mais inusitada delas talvez recaia sobre os aeroportos, particularmente o de Cuiabá.

A ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, designada pela presidente Dilma Rousseff para liderar a força-tarefa dos trabalhos da Copa, demonstra especial preocupação com o Aeroporto Marechal Rondon, na capital mato-grossense.

Em entrevista ao jornal Valor Econômico, a ministra admitiu que, caso as obras não terminem até maio - a previsão oficial é de que tudo esteja pronto até abril -, o governo estuda montar uma estrutura de lona provisória e climatizada para ajudar na recepção aos passageiros.

"Não é uma lona fina, ela climatiza, organiza, fica bonito, mas não tem a durabilidade de uma construção", disse a ministra.

No entanto, segundo a Infraero, isto é apenas uma situação hipotética que poderia ser usada em qualquer um dos aeroportos da Copa que não ficarem prontos.

O órgão afirma ainda que as obras estão caminhando dentro do prazo, que o governo trabalha com a previsão de conclusão em abril deste ano e que não há indícios que apontem para a necessidade de executar este "plano B".

A preocupação da ministra com o andamento das obras, no entanto, não é sem fundamento. De acordo com a própria Infraero, apenas 40% da obra, que teve início em abril de 2012, está concluída até o momento.

O aeroporto de Cuiabá foi considerado o pior entre os que vão receber passageiros da Copa do Mundo, em uma pesquisa feita pela Secretaria de Aviação Civil com passageiros (veja abaixo).

Caso tudo dê certo e o aeroporto fique pronto, sua capacidade vai passar de 2,5 milhões para 5,7 milhões de passageiros por ano. Está prevista ainda a ampliação do estacionamento - o pior item na avaliação de quem passa por lá  -, que irá de 9.450 para 13.785 vagas.

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