quinta-feira, 26 de junho de 2014

F-35 que pegou fogo está sob vigilância armada

 O caça F-35A da USAF (Força Aérea dos EUA) que sofreu incêndio quando se preparava para decolar da Base Aérea de Eglin no último dia 23 está em um hangar protegido e sob guarda armada. A USAF e o UMSC (Fuzileiros Navais dos EUA) não estão voando suas versões do JSF (Joint Strike Fighter) até que eles saibam mais sobre causas do incêndio.

“Retomaremos os voos assim que soubemos mais sobre a causa do incêndio  que ocorreu em Eglin no início desta semana”, informou o capitão Richard Ulsh, um porta-voz da aviação dos “Marines”, em um e-mail.

A 33ª Fighter Wing, responsável pelo treinamento de F-35 na Base Aérea de Eglin, disse na quarta-feira pela manhã que o comandante da unidade “decidiu manter a suspensão temporária (sic) dos voos do F-35A em Eglin, no interesse da segurança, enquanto continuamos a investigar a causa do acidente”. O primeiro-tenente Hope Cronin informou em um e-mail aos jornalistas que” não há mais informações sobre a natureza ou extensão do dano “ainda.
O avião danificado pelo fogo, sob o controle do Air Education and Training Command (AETC), está mantido como se fosse um avião de produção e este foi um problema susceptível de afetar o resto da frota. Esta é a primeira vez que todos os comandos e Forças Armadas se confrontaram com um incidente de voo potencialmente grave e parece muito claro a partir do que eu ouvi dizer que ninguém tem certeza de que os protocolos são para um avião que é tanto na fase de teste como de produção em baixa escala (LRIP em inglês) – conhecido como “concurrency”. A dificuldade é que a conduta da AETC – que parece seguir exatamente os procedimentos padrão e é projetado para assegurar que ninguém mais possa influenciar a investigação – significa que nem as outras Forças Armadas, nem o Escritório do Programa Conjunto (JPO em inglês) sabem muito sobre o que aconteceu com a aeronave.

Para complicar o quadro, Frank Kendall, diretor de aquisição do Pentágono e o homem que poderia desatar este nó com uma única nota, está de férias. Enquanto isso, o JPO a 33ª Fighter Wing, os Fuzileiros Navais e a Marinha não sabem praticamente nada sobre o que aconteceu com a aeronave. Soa como se alguém no escritório de aquisição, logística e tecnologia de Kendall devesse assegurar que os dados, fotos e outras informações da aeronave sejam compartilhados pela AETC de modo que se houver um problema sistêmico que pode afetar toda a frota, todos possam saber o mais rápido possível.
Os leitores podem se perguntar por que ainda não se ouviu a palavra “grounding” devem saber que “groudear” tem um significado específico para os militares e estes aviões não foram “groundeados”… ainda. “Groudear” uma aeronave significa que o avião não vai voar até segunda ordem ou as condições específicas que levaram o avião a ser proibido de voar sejam encontradas e corrigidas. Até o momento eles estão aguardando retomar os voos o mais breve possível assim que eles tenham alguma ideia sobre a causa do incêndio.

Um assessor parlamentar que acompanha o programa disse hoje que os funcionários do Congresso receberam pouca informação das Forças Armadas e do Escritório Conjunto do Programa sobre a condição do avião. A suposição é de que um problema com o motor F135, feito pela Pratt & Whitney, tenha causado o fogo. E o núcleo do motor é o local mais provável para tal problema.

O programa ainda não tem uma avaliação inicial de danos. No meu entendimento as autoridades ainda não receberam fotos detalhadas da aeronave.

Autoridades estão escolhendo especialistas no assunto para compor o grupo de investigação de segurança (SIB, em inglês) e o comitê de Investigação de Acidentes (AIB, em inglês) para identificar as causas do acidente e as medidas que precisam ser tomadas para proteger a frota e seus pilotos.

O SIB deve ser convocado “dentro de dias” e espera-se produza uma avaliação no prazo de 30 dias. O AIB, disse um funcionário do programa, começará a “sua investigação assim que puder sem interferir na investigação do SIB.” Deverá ser feito entre 60 e 90 dias. A menos que existam questões sigilosas ou que envolvam pessoal a maioria dos relatórios deve ser liberado.

FONTE: Breaking Defense

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