sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Azul avalia aviões da Boeing e Airbus para expandir frota

   A Azul Linhas Aéreas Brasileiras, a terceira maior companhia aérea do Brasil, está interessada em comprar os modelos mais novos dos aviões comerciais de pequeno porte da Airbus Group ou da Boeing, disse David Neeleman, CEO da companhia.

A Azul pode precisar de até 30 aviões de passageiros com um único corredor entre assentos, para substituir os jatos regionais da Embraer em rotas domésticas de alto tráfego e ajudar reduzir custos, disse Neeleman, que também fundou a JetBlue Airways.

A decisão será entre o 737 Max da Boeing e o A320neo da Airbus, disse ele.

Neeleman acredita que a demanda por viagens aéreas deve continuar crescendo no Brasil, onde o número de passageiros aéreos mais do que triplicou na última década para mais de 100 milhões.

A Azul, com sede em Barueri, São Paulo, espera adicionar rotas em cerca de 50 cidades atualmente sem voos quando um programa proposto de subsídio governamental para a aviação regional entrar em vigor logo no ano que vem.

“O custo da milha por assento está se tornando um fator mais significativo nos voos de longa distância” com o alto preço do combustível, diz Neeleman em entrevista na sede da Bloomberg em Nova York.

“Se sair o programa de aviação regional, vai ser um grande estímulo”.
Mais eficiente

O 737 Max da Boeing está desenhado para reduzir o consumo de combustível em até 20 por cento, e o A320neo afirma uma redução de 15 por cento.

O preço do combustível para aviões no Brasil está entre os mais caros do mundo devido a impostos altos.

A estreia comercial do Max está programada para 2017 e a do A320neo, para 2015.

A companhia aérea de seis anos de antiguidade, que está analisando realizar uma abertura de capital em janeiro, começará a utilizar modelos A330-200 para voos entre Campinas e as cidades de Orlando e Fort Lauderdale, na Flórida, ainda em dezembro.

Esses voos ajudarão a impulsionar uma demanda nova de outras cidades no Brasil, disse Neeleman.

“As pessoas tendem a viajar mais se houver uma linha aérea, se houver um avião saindo da sua cidade”, disse Neeleman. “Mais pessoas fariam viagens internacionais se tivessem a conveniência e a passagem”.

Azul pode se unir à Star Alliance, o grupo de marketing internacional liderado pela United Airlines e pela Deutsche Lufthansa AG, ainda este ano, disse Neeleman.

Alianças como a Star Alliance e a Oneworld permitem às companhias aéreas reservar passagens nos voos das outras e permitir aos passageiros ganharem e utilizarem milhas de viajante frequente em todos os membros da aliança.

Fonte: Exame

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