segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Bombardeio de Londres o início do terror aéreo

  A operação da aviação alemã Blitz de Londres entrou na história como um dos bombardeios mais devastadores e mais prolongados da Segunda Guerra Mundial. Os ataques aéreos da Luftwaffe sobre a capital britânica começaram em 7 de setembro de 1940. Eles duraram 57 noites seguidas, e depois continuaram com pequenas interrupções até maio de 1941.
Em 7 de setembro de 1940 sons de sirenes e barulho de aviões alemães entorpeceu os londrinos. 550 bombardeiros da Luftwaffe largaram sobre a capital britânica durante várias horas mais de 100.000 bombas incendiárias e centenas de bombas comuns. Nenhuma outra cidade do mundo até então tinha sido alvo de bombardeios tão violentos.

Foi a primeira vez que as tropas alemãs usaram a tática de terror aéreo – começaram a bombardear a população civil, diz o candidato de ciências em história, docente da cadeira de história da Universidade Estatal Humanitária Russa Alexander Medved: “Inicialmente eles bombardeavam aeródromos, mas depois eles passaram a bombardear cidades acreditando que assim conseguiriam causar dano moral e psicológico, ou seja reduzir a vontade de resistir. Os primeiros bombardeios de cidades não eram muito maciços. Por isso os britânicos até começaram a rir dos comunicados da rádio alemã. Então foi decidido desferir um golpe realmente forte contra Londres com a participação de cerca de 600 bombardeiros e aproximadamente o mesmo número de caças”.
Os bombardeios de Londres eram acompanhados de forte destruição e incêndios. Bairros inteiros foram apagados da face da terra, destruídos monumentos históricos. Considerava-se que os pilotos da Luftwaffe não tocavam a Catedral de São Paulo de propósito porque ela servia-lhes de principal ponto de referência. Mas na verdade ela também esteve muito perto da morte. Uma bomba caiu muito perto. Felizmente, ela não explodiu...

O mais atingido foi o leste da capital britânica, East End, onde se localizavam fábricas e docas. Berlim esperava que, atacando um bairro bastante pobre, proletário, conseguiria dividir a sociedade britânica. Não admira que a esposa do rei George VI, Elizabeth, na manhã após o bombardeio do Palácio de Buckingham disse: “Graças a Deus, agora eu não sou diferente de meus súditos”.

Historiadores apontam que o governo britânico previu a possibilidade de bombardeios maciços. Por isso, ainda em 1938, os londrinos começaram a ser ensinados como se comportar durante ataques aéreos. Estações de metrô, caves de igrejas foram equipadas para servir de abrigos antiaéreos. No início do verão de 1940, foi decidido evacuar as crianças da cidade. No entanto, durante os bombardeios, de setembro de 1940 a maio de 1941, foram mortas mais de 43 mil pessoas.

Ao mesmo tempo, os alemães não conseguiram pôr a Grã-Bretanha de joelhos, criar condições tais que os britânicos pedissem a paz, diz um membro da Associação de Historiadores da Segunda Guerra Mundial, escritor, perito da Sociedade Militar Histórica da Rússia Dmitri Khazanov:

“Apesar de eles terem causado danos significativos ao Reino Unido, houve grandes perdas na aviação, mas os alemães não alcançaram seu objetivo. Os ingleses estiveram à altura. Eles mudavam táticas de combate, introduziam novas forças, aumentaram consideravelmente a produção de aviões de caça. Eles estavam prontos para tal desenvolvimento. Apesar de que a vantagem numérica era dos alemães, eles não realizaram seu objetivo”.
Londres não foi a única cidade britânica que sofria de bombardeios alemães. Foram destruídos centros militares e industriais, tais como Belfast, Birmingham, Bristol, Cardiff, Manchester. Mas os britânicos defenderam seu país. A Batalha pela Inglaterra foi vencida.

Fonte: Vox da Russia

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