quarta-feira, 4 de novembro de 2015

USAF anuncia contrato para substituto do B-52 e até do B-2

A Força Aérea dos EUA (USAF) informou que a empresa Northrop Grumman recebeu o contrato para desenvolvimento de engenharia e manufatura (EMD), assim como de produção inicial, para o programa do bombardeiro de longo alcance (LRS-B – Long Range Strike Bomber).

O objetivo é desenvolver e produzir as primeiras 21 aeronaves de um total planejado de 100 unidades, substituindo a frota atual de bombardeiros da USAF, que compreende desde aviões com mais de 50 anos de serviço, como o B-52, até os B-2 que estão em operação há cerca de 17 anos.

O programa é considerado crítico para defesa dos Estados Unidos, assim como uma das mais altas prioridades da USAF. O novo bombardeiro de longo alcance deverá ser capaz de atingir qualquer alvo no planeta, a partir dos Estados Unidos, penetrando e operando no ambiente de negação de acesso aéreo do futuro, quando se espera a introdução de avançados sistemas de defesa aérea e mísseis superfície-ar.

Contrato de duas partes –  A primeira parte do contrato, denominada EMD, envolve incentivos de custo e desempenho, visando minimizar o lucro do contratado caso ele não controle de forma apropriada os custos e os prazos. Uma estimativa independente para essa fase é de 21,4 bilhões de dólares (com valor do dólar de 2010).

Já a segunda parte é composta de opções para os cinco primeiros lotes de produção, compreendendo 21 aviões de uma frota total planejada de 100 aviões.

Até 606 milhões de dólares a unidade – Conforme os requerimentos aprovados, o custo médio de aquisição por unidade (APUC – Average Procurement Unit Cost), levando em conta uma frota de 100 aeronaves LRS-B, é equivalente ou inferior a 550 milhões de dólares. Já uma estimativa independente coloca esse valor em US$ 511 milhões, ambos em valor do dólar de 2010.

Resumo custos contrato novo bombardeiro LRS-B da USAF - 27 outubro 2015 um documento  sobre os custos projetados para o programa, conforme o contrato concedido à Northrop Grumman, foi divulgado em 27 de outubro juntamente com a nota da USAF.

Conforme o documento, quando se leva em conta o dólar para o ano fiscal de 2016 (ou seja, com a correção da inflação), os valores unitários projetados sobem para 606 e 564 milhões de dólares, respectivamente.

Projeta-se que o custo unitário, levando em conta o programa como um todo, será de aproximadamente um terço do bombardeiro furtivo B-2. Além do B-2, o documento faz comparações com os custos dos programas dos bombardeiros B-1A e B-1B, com valores em dólar que seriam equivalentes aos do ano fiscal de 2016.

Tecnologias existentes e três anos de estudos prévios – Ainda segundo a nota, o processo para garantir requerimentos estáveis, permitindo o uso de sistemas maduros e tecnologia existente, levou três anos e foi realizado em conjunto com a indústria. Assim, o LRS-B deverá ter uma arquitetura aberta, permitindo a integração de novas tecnologias visando futuras ameaças, mantendo a competitividade ao longo do iclo de vida do programa.

Fotos/Tradução: USAF / Poder Aéreo

Nenhum comentário:

Postar um comentário