sexta-feira, 6 de maio de 2016

Crise econômica atinge a Força Aérea

Enquanto alguns nostálgicos pelo período da ditadura clamam pela volta dos militares ao poder, algumas repartições da defesa estão tendo que lidar com problemas de ordem bem mais mundana. Em uma unidade da Aeronáutica na região Centro-Oeste, oficiais vêm, desde o começo do ano, suportando altas temperaturas com o sistema de ar-condicionado desligado. Para suavizar o calor, o comando permitiu outras vestimentas além das tradicionais peças de fardamento, deixando funcionários trabalharem até em uniformes de educação física. Os cortes também chegaram às diárias para viagens e à diminuição das horas de voo. Nesta semana, a crise alcançou a esfera privada: acabaram os últimos rolos de papel higiênico no estoque da base.

Queimando dinheiro

Indignado, um coronel da reserva da Força Aérea Brasileira (FAB) não poupou críticas ao governo federal, que utilizou dois caças F-5 e dois aviões do modelo A-29, da Esquadrilha da Fumaça, para escoltar a aeronave que trouxe anteontem a tocha olímpica para o Brasil. “Alguém tem ideia dos custos disso para o erário?”, postou o oficial em uma rede social. “Ao menos uns R$ 40 mil”, respondeu ele. “Enquanto isso, em diversas bases da FAB, não se tem dinheiro sequer para comprar papel higiênico”, acrescentou o coronel. “Jovens tenentes aviadores, recém-chegados às unidades aéreas, são retirados do voo – isso mesmo, vão ficar o ano de 2016 inteiro sem voar – por falta de recursos”, escreveu.

Fonte: O TEMPO


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