sábado, 2 de julho de 2016

Artur Nogueira planeja voar alto

Fábrica da Flyer: condomínio em Artur Nogueira é perfeito para a empresa.

A cidade de Artur Nogueira aposta alto na criação de um polo de aviação nos próximos anos. O município de pouco mais de 50 mil habitantes vai ganhar um condomínio aeronáutico com residências, hangares e uma pista de 1.200 metros. Os investimentos vão somar R$ 20 milhões na infraestrutura do Aero Park Brasil.

O primeiro contrato fechado para ocupação do empreendimento é uma fábrica de aviões da Flyer Indústria Aeronáutica, que hoje tem planta produtiva em Sumaré e área de testes em Americana.
Nesta semana, a Flyer assinou acordo com a Prefeitura de Artur Nogueira, que doará um terreno de 20 mil metros quadrados dentro do empreendimento particular. A estratégia da administração municipal é gerar empregos e elevar a arrecadação de impostos na cidade, mas a doação ainda precisa ser aprovada pela Câmara Municipal.

O condomínio será construído por um grupo de empreendedores que acredita no potencial do negócio em decorrência da mudança de perfil de aeroportos como o Amarais, em Campinas, que será privatizado pelo governo do Estado. “Não há certeza de que haverá espaço para as pequenas aeronaves ali, e queremos oferecer uma opção para quem gosta de aviação e busca por um local com toda a infraestrutura”, disse o empresário José Antônio Bragalia.

Ele explicou que o o empreendimento será do tipo“fly-in” - o interessado compra o lote de terreno e pode construir sua casa com um hangar. “Se quiser, pode ser apenas o hangar, ou uma escola de aviação, ou umaoficina de manutenção de aeronaves - ele é quem decide. O projeto prevê uso misto das áreas entre residencial, comercial e industrial”.

Bragalia estimou que as obras se iniciarão em março do ano que vem, após a autorização de todos os órgãos. O empreendimento deve estar pronto em 2018, quando também começará a ser comercializado.

De acordo com o empresário, inicialmente serão 350 lotes de 500 ou mil metros quadrados. “A preços atuais, o metro quadrado sairia por cerca de R$ 400,00”, comentou. Ele afirmou que os lotes terão uma “taxi way” que possibilitará manobras de aeronaves no solo. “A pista terá 1.200 metros de comprimento e 25 de largura. Futuramente, pretendemos ampliá-la para 1.500 metros quadrados, permitindo o tráfego de aeronaves de maior porte. Também queremos instalar um sistema de iluminação para operações noturnas”.

Fábrica

Para o presidente da Flyer Indústria Aeronáutica, Nelson Gonçalves, o condomínio aeronáutico é a oportunidade de consolidar todas as operações da empresa em um único local.

“Nossa atual estrutura está dividida entre Sumaré e Americana. Com a unidade de Artur Nogueira, teremos uma área maior na qual poderemos fabricar os aviões e fazer todos os outros procedimentos necessários. O projeto atende perfeitamente nossas necessidades”.

Ele explicou que, a partir dos acordos firmados com autoridades e empreendedores do condomínio em Artur Nogueira, a fabricante vai começar a elaborar os projetos para a construção da unidade. “Ainda não temos uma estimativa do investimento, porque precisamos antes elaborar os projetos técnicos. Mas, a partir da entrega do condomínio, teremos 24 meses para deixar a fábrica pronta. O terreno tem 20 mil metros quadrados e a capacidade será de 20 aeronaves por mês”, disse.

Bragança explora a ideia com sucesso desde 1980

Próxima a Campinas, a cidade de Bragança Paulista tem um dos mais antigos loteamentos aeronáuticos do País: o Vale Eldorado. O local tem 256 lotes, sendo 81 para hangares e 164 residenciais.

“O loteamento está quase todo ocupado, temos apenas alguns lotes residuais”, disse o administrador do local, João Carlos Leme Ribeiro. Ele afirmou que boa parte dos proprietários utiliza as residências apenas nos finais de semana.

Ribeiro disse que os proprietários têm ligação com o setor aéreo - como pilotos e empresários que gostam de aviação. O local tem uma pista de 800 metros de comprimento por 16 de largura e o lote residencial, de mil metros quadrados, custa entre R$ 80 mil e R$ 100 mil. O Vale Eldorado surgiu no final da década de 1980. 

Fonte: RAC/Correio Popular

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