quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Ala 10 abre as portas para a CRUZEX 2018 Unidade se prepara para receber militares de 13 países diferentes


          O Exercício CRUZEX 2018 será realizado na Ala 10, localizada em Natal (RN), no período de 18 a 30 de novembro de 2018, contando com a participação da FAB e de representantes de 13 Forças Aéreas estrangeiras. O exercício terá o formato “flight” (envolvendo voos reais), e tem o objetivo de adestramento dos Esquadrões Aéreos em voo, com a mínima utilização da estrutura e dos sistemas de comando e controle. Pretende-se, ainda, manter a atualização de táticas, técnicas e procedimentos em missões aéreas compostas para os cenários de guerra convencionais em Forças Aéreas de diferentes países que operam em conjunto.

          Outra finalidade do exercício é incluir parte do adestramento dos esquadrões em missões que permeiem o cenário de conflitos de guerra irregular, como as missões de paz da Organização das Nações Unidas (ONU), além de valorizar e estreitar as relações da FAB com as Forças Aéreas de nações amigas. Entre 5 e 9 de março, houve a conferência inicial de planejamento, a Initi al Planning Conference (IPC), com a presença de representantes de Forças Aéreas estrangeiras na Ala 10. O evento promoveu a interação entre os participantes, apresentou o planejamento inicial e cada representante das delegações estrangeiras pôde esclarecer suas demandas operacionais e de suporte.

          “A interação entre os países e as pessoas que participam desse evento se faz necessária para que possamos operar eficientemente e com segurança. Com certeza, é mais fácil entender e operar em nosso próprio país de origem, porém, a CRUZEX nos proporciona um maior conhecimento operacional de países diferentes para que, em futuras missões, possamos atuar com uma maior integração”, afirmou o Major Aviador Eric Willrich, representante da Força Aérea do Canadá. Já em agosto ocorreu a Final Planning Conference (FPC), última reunião oficial antes do exercício CRUZEX.

          Foi definido que, nesta edição, Brasil, Canadá, Chile, França, Peru, Uruguai e Estados Unidos vão participar com militares e aviões; e que Alemanha, Bolívia, Índia, Portugal, Suécia, Reino Unido e Venezuela, apenas com militares. Serão utilizadas aeronaves de caça, como os F-16 norte-americanos e chilenos, além de cargueiros e reabastecedores, como os CC-130J canadenses. Cerca de 1.700 militares participarão do exercício, sendo 600 estrangeiros. Ainda foram discutidos e definidos na FPC os procedimentos operacionais com as Forças estrangeiras visando a um exercício seguro para os militares participantes.

          Segundo o Adido de Defesa Francês, Coronel Charles Orlianges, a França deslocará um cargueiro C-235 e militares das forças especiais para atuar em ações de Guiamento Aéreo Avançado (GAA) – em inglês, conhecidas como Joint Terminal Attack Controller (JTAC) – e participar como Isolated Person (IP), ou seja, o piloto que, na simulação, é ejetado e espera ser resgatado por uma missão CSAR (Busca e Salvamento em Combate). Ele destaca a importância da participação de militares franceses experientes em JTAC por terem participado recentemente de operações reais.

“É importante aprimorar a interoperabilidade entre os países para que o nível de profissionalismo seja nivelado, pensando, especialmente, na possibilidade de algum futuro engajamento conjunto em missões de paz, como existe o debate em torno da participação do Brasil na República Centro-Africana”, avaliou. A CRUZEX contará com vários tipos de missões que serão baseadas nas seguintes ações de Força Aérea: guiamento aéreo avançado; busca e salvamento em combate, simulando um resgate atrás das linhas inimigas; ataque; apoio aéreo aproximado; defesa aérea; varredura; escolta; reconhecimento aéreo; controle e alarme em voo; reabastecimento em voo; transporte aerologístico; assalto aeroterrestre; infiltração aérea; exfiltração aérea; evacuação aeromédica; defesa anti aérea; entre outras.

          O Comandante da Ala 10 e Diretor do Exercício, Brigadeiro do Ar Luiz Guilherme Silveira de Medeiros, citou a importância da CRUZEX e de que forma o exercício irá agregar valor à FAB. “A CRUZEX é um exercício multi nacional e o que é mais importante é testarmos a Força Aérea Brasileira em determinados cenários, junto com outros países que têm mais experiência, como, por exemplo, o cenário de guerra irregular. Esse exercício vai agregar um alto valor operacional à Ala 10 devido ao seu nível internacional e que demanda um esforço de toda a Força Aérea para que seja realizado”, disse.

DIRINFRA marca presença no exercício

          A Diretoria de Infraestrutura da Aeronáutica (DIRINFRA) exercerá um papel fundamental na realização da CRUZEX 2018. Com a missão de planejar, normatizar e gerenciar atividades relacionadas ao patrimônio imobiliário, engenharia de campanha, gestão ambiental e contra incêndio, a organização está envolvida no suporte de infraestrutura do exercício. “Uma operação desse porte é uma oportunidade única de países envolvidos trocarem informações, doutrinas e também de aperfeiçoarem a forma de agir em situações reais.

          Para a DIRINFRA, é uma honra apoiar em termos logísticos e técnicos tal evento, uma vez que este exercício operacional é o de maior vulto em que a FAB parti cipa na América Lati na”, destaca o Major-Brigadeiro do Ar Sérgio de Matos Mello, Diretor de Infraestrutura da Aeronáutica. A DIRINFRA e sua Divisão de Contra incêndio são peças-chave da segurança, responsáveis pela proteção contra incêndio com viaturas especiais, militares do efetivo e integrantes do Sistema de Contra incêndio local, que trabalharão diariamente no evento.

Fonte: NOTAER (Nº11/nov2018)
Por: Ten AV Roberto Mega Junior & Ten REP Taciana de Souza Farias

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